O ministro da Agricultura afirmou hoje que só dentro de 15 dias será possível verificar como decorreu o registo de aves domésticas em Portugal, cujo prazo termina hoje. O governante admite o prolongamento do recenseamento.
Jaime Silva, que se encontra em Bruxelas para participar num Conselho de Agricultura, explicou que "há muitas juntas de freguesia que nem sequer têm terminais de computador", pelo que o ministério vai "dar algum tempo" para que as juntas enviem os dados por correio.
"Hoje não podemos dizer se o registo foi significativo ou não, porque de facto há muitas juntas de freguesia que não têm esses equipamentos informáticos, que nos permita ter uma ideia exacta", referiu, acrescentando que só dentro de duas semanas será possível fazer um inventário.
"Dentro de 15 dias teremos a certeza se há necessidade ou não de prolongar por mais algum tempo o recenseamento", indicou Jaime Silva.
De acordo com o ministro, houve "alguma confusão" quando foi anunciado na semana passada que "30 por cento das juntas de freguesia já tinham descarregado os seus dados na base de dados da Direcção-Geral de Veterinária", já que, precisamente devido à falta de terminais em muitas juntas, "isso não significava que só tinham sido recenseadas 30 por cento das explorações".
A obrigatoriedade de se declarar as aves domésticas, para consumo ou outros fins, foi decretada a 7 de Março pela Direcção-Geral de Veterinária com o objectivo de se traçar um quadro da localização e das várias espécies de aves para que seja possível actuar mais rapidamente em caso de suspeitas de infecção pelo vírus H5N1 da gripe das aves.


