Residência universitária tem áreas restringidas mas não há quarentena, diz Universidade do Minho

10.07.2009 - 18:11
A residência universitária de Azurém, em Guimarães, onde vive o estudante que viu ser-lhe confirmado esta tarde a infecção com H1N1 não está de quarentena. A garantia é dada pelos Serviços de Acção Social da Universidade do Minho (UM), que gerem aquele espaço. No entanto, o quarto do estudante está encerrado e toda a ala tem acesso restringido.
O aluno em causa é um estudante brasileiro que se encontra na Universidade do Minho ao abrigo de um programa de intercâmbio. Juntamente com outros alunos do programa Erasmus, o jovem esteve no Sul de Espanha na semana passada e terá sido aí que contraiu o vírus.
Na quarta-feira foi levado ao hospital de Guimarães com suspeitas de gripe A, tendo sido encaminhado para o Hospital de S. João, no Porto, onde hoje foi confirmado o diagnóstico. O quadro clínico do aluno é favorável, encontrando-se a reagir bem à medicação, e com febre mais baixa.
Todos os colegas que com ele privaram durante o período de contágio fizeram análises nos últimos dias. A presença do vírus da gripe A não foi detectada em nenhum deles, nem sequer registados sintomas que indiciem o contágio. Uma outra estudante de intercâmbio fez testes de despistagem da doença no dia de ontem, mas a infecção também não se confirmou.
O quarto, partilhado com outro colega de intercâmbio, está encerrado e toda a ala do bloco C – onde vivem cerca de 100 pessoas – tem medidas restritivas para limitar as possibilidades de contágio. No entanto, os responsáveis da UM afastam o cenário de quarentena.
Os serviços de acção social garantem que não há motivos para alarme e que foram tomadas todas as medidas necessárias para menorizar os riscos de contágio. O círculo mais próximo do aluno infectado está a ser acompanhado de perto pelos técnicos de saúde locais.
Carlos Silva, administrador dos SASUM, afirma que os serviços estão preparados para responder à situação, tendo sido feito um esforço para que não se crie uma situação de pânico entre os estudantes. Durante a semana foram distribuídos panfletos de informação acerca da gripe A pelas várias residências universitárias da UM e também pelos pólos de Guimarães e Braga. Os serviços de limpeza receberam indicações para reforçarem as acções de desinfecção de áreas comuns.
A residência da UM de Azurém pólo de Guimarães tem 300 lugares. Neste momento está próxima dos 100 por cento de taxa de ocupação. Na ala em que vive o estudante brasileiro residem cerca de 100 pessoas.

