A empresa Redes Energéticas Nacionais (REN) recusou hoje qualquer responsabilidade pelos cortes de energia na zona Oeste na sequência do mau tempo de quarta-feira passada, garantindo não terem existido interrupções no transporte às redes de distribuição da EDP.
A empresa, que é responsável pela gestão e transporte da energia eléctrica aos postes de abastecimento da EDP, garantiu hoje, em conferência de imprensa, que não houve qualquer interrupção no fornecimento à rede de distribuição, apesar de 26 torres de energia terem ficado inutilizadas, num prejuízo calculado em três milhões e meio de euros.
"Temos um critério de segurança que designamos por N-1, ou seja, quando algum poste se avaria, este é imediatamente substituído por outro que garante a continuidade do circuito", explicou o administrador da REN, Vítor Batista.
A REN recusou assim qualquer responsabilidade nos cortes de energia que privaram alguns clientes da EDP da zona Oeste de ter luz em casa desde a madrugada do dia 23 até ontem.
"Da nossa parte não há qualquer responsabilidade uma vez que nós não temos qualquer contacto com o consumidor final", justificou.
Apesar disso, Vítor Batista assegurou que não houve qualquer falha de comunicação entre a REN e a EDP e salientou que "a tempestade teve uma dimensão fora do comum", não sendo por isso possível a ambas as empresas evitar que algumas infra-estruturas ficassem danificadas.
"É a primeira vez que os nossos postes são derrubados pelo vento. Eles estão preparados para ventos até 150 quilómetros por hora e verificámos rajadas de ventos na ordem dos 200 quilómetros", apontou.
Segundo a REN, o mau tempo causou à empresa um prejuízo de três milhões e meio de euros, que equivale ao investimento que terá de ser feito agora para reparar as 26 torres de energia que ficaram inutilizadas pelo mau tempo e que afectaram o funcionamento de cinco linhas, num total de 13 quilómetros de rede.
"Depois de uma primeira fase em que tivemos de retirar cabos dos caminhos e dos telhados de algumas habitações, passamos agora à fase de intervenção em duas linhas prioritárias, contando para isso com o auxílio no terreno de quatro equipas por linha", adiantou.
A REN espera ter a rede completamente reposta até ao final de Fevereiro.


