Relatório internacional denuncia abusos sexuais a crianças por funcionários humanitários 
27.05.2008 - 09:33 Por Reuters
A organização britânica Save the Children divulgou hoje um relatório onde denuncia abusos sexuais a crianças, cometidos por funcionários humanitários, incluindo das Nações Unidas. A ONU está a investigar casos no Haiti, Libéria, Costa do Marfim e República Democrática do Congo.
As acusações de abusos sexuais por trabalhadores da ONU têm aumentado nos últimos anos. Mas, segundo o relatório, muitos dos abusos cometidos por soldados que integram as forças de manutenção da paz e funcionários humanitários nunca chegam a ser conhecidos.
O leque de abusos é extenso. Crianças que se vendem em troca de comida, sexo forçado, abuso sexual verbal, prostituição infantil, pornografia infantil, escravatura sexual e tráfico de crianças. A maioria tem entre os 14 e os 15 anos, mas o relatório identificou crianças com seis anos, vítimas de abusos.
O relatório foi baseado nas visitas que a organização fez no ano passado ao Haiti, Sudão e Costa do Marfim. Nestes países, a Save the Children realizou 38 debates com 250 crianças e 90 adultos, ao que se seguiram entrevistas e investigação. Em 20 destes 38 debates, os soldados de manutenção da paz, da ONU, foram identificados como os abusadores mais prováveis, apesar de um total de 23 organizações humanitárias, de manutenção de paz e segurança terem sido associadas a abusos sexuais nos três países.
A organização Save the Children, segundo a qual os números da ONU estão subestimados, defende a criação de um organismo que monitorize no terreno o que está a ser feito para acabar com estes abusos sexuais.
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