Relatório aponta responsabilidades dos serviços sociais do Reino Unido no caso "Baby P"

12.03.2009 - 09:23 Por PÚBLICO, com agências
O relatório sobre os serviços de protecção de menores de âmbito nacional no Reino Unido, lançado na sequência da morte do bebé de 17 meses "Baby P" deverá apontar sérias responsabilidades à burocracia e às falhas de comunicação dentro do próprio sistema. O bebé morreu em Agosto de 2007 depois de vários alertas de que se encontrava em perigo.
Estes problemas, nota o documento parcialmente divulgado pela agência britânica Reuters, persistem e isso continua a comprometer os esforços feitos para proteger as crianças em risco.
O relatório – o maior e mais extenso conduzido sobre a morte infantil no Reino Unido – é hoje apresentado, antes de o secretário de Estado que tutela a pasta da protecção de menores, Ed Balls, prestar declarações na Câmara dos Comuns.
Foi Balls, de resto, que há quatro meses requereu a realização deste inquérito para avaliar quais os progressos feitos na protecção de menores, após uma série de reformas do sistema que foram postas em curso depois da morte de uma menina de oito anos, Victoria Climbie, quando estava à guarda dos seus tutores em 2000.
O “Baby P” – que estava assinalado como uma criança “em risco” pelos serviços sociais de Haringey, em Londres – morreu devido a fracturas graves da coluna e mais de 40 ferimentos brutais sofridos ao longo da vida, encontrando-se ao cuidado da mãe e do parceiro desta. Foi observado mais de 60 vezes pela polícia, médicos e agentes dos serviços sociais. A directora dos serviços de menores de Haringey, Sharon Shoesmith, foi despedida em Dezembro passado, após a divulgação de um relatório preliminar sobre a morte do bebé.
Antes da apresentação do documento, Balls fez já saber que pretende criar um novo sistema de treino para os gestores dos serviços de protecção de menores, avaliando que existem “problemas reais” na liderança do sistema. “Se queremos assegurar uma protecção de menores de classe mundial e melhorar os resultados junto das crianças e adolescentes, temos de ter uma liderança excelente e uma clara assumpção de responsabilidades a todos os níveis do sistema”, afirmou, citado também pela Reuters.
Notícia corrigida às 11h50

