Os reclusos de uma prisão no estado da Rondônia, Brasil, mantêm mais de 200 pessoas reféns em protesto contra a transferência de um detido, considerado um líder no estabelecimento prisional. Enquanto decorrem as negociações com as autoridades, os reclusos alegam ter executado dez outros prisioneiros.
O sequestro teve início ontem e ao final do dia hoje as reivindicações dos detidos continuavam sem uma resposta definitiva. Além de exigirem o regresso do preso Ednildo Paula Souza, que cumpre uma pena de 30 anos por roubo, reclamam a transferência de reclusos para outras unidades prisionais para reduzir a superlotação naquela prisão, avançou a Secretaria Estadual da Segurança Pública, citada pela edição online da “Folha de São Paulo”. A Casa de Detenção José Mário Alves da Silva, mais conhecida como Urso Branco, tem 1050 presos. A sua capacidade máxima é de 360.
O regresso de Ednildo Paula Souza acabou por ser aceite pela direcção da cadeia, que exige em troca a libertação dos reféns, na sua quase totalidade mulheres que visitavam a cadeia na altura do motim (apenas dez dos sequestrados são homens), e uma inspecção pela Polícia Militar a toda a prisão. Porém, segundo a “Folha de São Paulo”, até agora nenhuma das partes cumpriu o seu lado do acordo.
Nas últimas horas, um porta-voz dos reclusos afirmou que dez outros detidos, tidos como rivais, foram executados, mas nem o estabelecimento prisional nem a polícia brasileira confirmam esta informação.


