Rastreio vai percorrer Portugal para conhecer prevalência da Doença Arterial Periférica

11.02.2008 - 10:47 Por Lusa
A Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular vai percorrer os 18 distritos do país numa campanha que visa criar o primeiro registo nacional da Doença Arterial Periférica (DAP) e saber qual a prevalência e incidência desta patologia em Portugal.
A Doença Arterial Periférica caracteriza-se por uma diminuição do fluxo sanguíneo nos membros superiores e inferiores, devido a obstruções existentes nas artérias. Causa “lesões nas artérias e pode levar, em casos mais graves, à amputação dos membros inferiores e à morte por enfarte do miocárdio ou AVC", diz em comunicado a Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular (SPACV).
O secretário-geral da SPACV, José Daniel Menezes, disse que esta "é uma doença que pode passar despercebida, mas que é um importante marcador do risco cardiovascular global, alertando o doente para os cuidados que este deverá ter".
O rastreio, que terá início dia 17 de Fevereiro, em Setúbal, e terminará em Lisboa, em Abril, "vai ser feito em locais de fácil acesso como praças públicas, onde estará uma tenda a que as pessoas podem dirigir-se para que lhes meçam a pressão nos membros inferiores, para além de outros indicadores", explicou o especialista.
A doença manifesta-se em três a dez por cento da população com mais de 50 anos, mas "pode ter o dobro das incidências em doentes com mais de 70 anos, visto que grande parte dos indivíduos que sofre desta doença tem aterosclerose", prosseguiu.
Fumadores, pessoas que sofrem de obesidade, que têm uma vida sedentária ou que têm um historial familiar de doença arterial periférica são os principais grupos de risco.

