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Dia Europeu da Luta Contra o Cancro do Cólon

Rastreio do cancro colo-rectal poderá chegar a todo o país em dois anos

03.11.2009 - 08:29 Por Lusa

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Só na região Centro é que o rastreio abrange "toda a comunidade" Só na região Centro é que o rastreio abrange "toda a comunidade" (PÚBLICO (arquivo))
O rastreio do cancro colo-rectal poderá abranger todo o território dentro de dois anos, permitindo detectar casos numa fase inicial, quando a doença, que mata 2500 portugueses por ano, é “completamente curável”, segundo a Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Neste tipo de cancro, os rastreios “podem fazer diminuir a mortalidade, no espaço de cinco anos, em 30 por cento”, disse o presidente da Liga, Vitor Veloso, no dia em que se assinala o Dia Europeu da Luta Contra o Cancro do Cólon.

“Esperemos que dentro de dois anos a implementação do rastreio do cancro colo-rectal seja uma realidade a nível de todos os portugueses para detectar situações precoces”, afirmou.

Vítor Veloso referiu que “o cancro do cólon, tal como acontece com o cancro da mama, quando detectado numa fase inicial é completamente curável”, acrescentando que, “numa fase mais tardia, é tudo muito mais difícil e a mortalidade é muito maior”.

“Se juntarmos a parte digestiva toda, em relação ao homem [este tipo de cancro] é aquele que mais mata”, especificou. Em Portugal, a despistagem “ainda não está completamente implementada” e “ainda não há rastreio devidamente coordenado nem estrututurado”. No entanto, o Ministério da Saúde já tem a decorrer experiências piloto em alguns pontos do país, incluindo dois no norte e dois no sul. Na região centro a situação é diferente e o rastreio abrange “toda a comunidade”.

A incidência do cancro do cólon tem aumentado, o que tem muito a ver com as alterações nos hábitos alimentares. Para Vítor Veloso, os hábitos alimentares dos portugueses “começam a ser maus, sobretudo entre os jovens e pessoas adultas jovens que ingerem poucas verduras, poucos alimentos frescos, comem muita carne e usam muita fast-food”.

“Isso é altamente prejudicial e contribuiu indiscutivelmente para que haja um aumento da taxa de incidência” da doença, apontou o presidente da LPCC. Por isso, o responsável insiste na necessidade de optar por “bons hábitos alimentares, evitar sedentarismo, ter peso aceitável e evitar a obesidade”.

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Comentário + votado

Rastreio do cancro do cólo-rectal

Se o médico que faz o rastreio é o mesmo que me fez a mim é melhor não fazerem o exame. Fiz uma ...

Miguel BC

03.11.2009 10:06

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