O Serviço de Radioterapia do Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto vai ser reformulado de modo a reduzir a zero o número de pacientes em lista de espera para tratamentos ou que são tratados externamente por falta de capacidade de resposta do próprio instituto. O objectivo é aumentar em 25 por cento o número de doentes assistidos e de tratamentos efectuados, através da construção de um novo edifício, cujas obras deverão arrancar já no final de Setembro, devendo estar concluídas no início de 2011.
O contrato do projecto, que compreende um investimento de cerca de 13,5 milhões de euros, foi assinado ontem na sede da Comissão e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) que, ao abrigo do Programa Operacional de fundos comunitários para a região, contribui no orçamento total com um apoio de cinco milhões de euros.
A nova construção de dois andares vai estar ligada ao edifício central do IPO por um acesso exterior coberto, uma vez que o Departamento de Radioterapia vai manter-se em funções nessas instalações. O investimento compreende intervenções ao nível das condições de acolhimento dos doentes, bem como a aquisição de equipamentos clínicos especializados no domínio da Oncologia e Radioterapia.
Na cerimónia, na qual estiveram presentes o presidente da CCDR-N, Carlos Lage, o secretário de Estado adjunto e da Saúde, Francisco Ramos, e o director do IPO-Porto, Laranja Pontes, foram assinados oito contratos de financiamento de infra-estruturas de cuidados de saúde na região Norte.
Verbas do ON2 esgotadas
Com os contratos ontem formalizados, o Programa Operacional Regional do Norte para 2007/2013 esgota, quatro anos mais cedo, os 109 milhões de euros de financiamento para atribuição, num total de 31 infra-estruturas de saúde apoiadas. Apesar de este número de infra-estruturas não corresponder à quantidade de projectos de reconfiguração e requalificação de serviços de saúde previstos (90), Carlos Lage não considera tratar-se de um fracasso no cumprimento das metas. Isto porque, segundo explicou ontem, "a CCDR-N apostou no apoio a projectos de dimensão significativa" com uma necessidade de financiamento mais elevada. É o caso dos hospitais de Lamego e de Amarante, com orçamentos respectivamente na ordem dos 28 e 17 milhões de euros, e do Centro Materno-Infantil do Norte, orçado em 21 milhões de euros, e cujos trabalhos de construção têm início agendado para o final do ano.
Já a população abrangida pelos financiamentos comunitários do Programa Operacional Regional do Norte para o sector da saúde ultrapassou a meta pensada para 2013. Apesar de a CCDR-N não dispor de dados definitivos, são cerca de 3,8 milhões as pessoas residentes no Norte de Portugal que vão poder beneficiar destas 31 novas infra-estruturas.
O secretário de Estado adjunto e da Saúde salientou o impacto "quer económico, quer social" que um programa de financiamentos como o ON2 tem numa região "tão afectada pela conjuntura financeira actual". "Espalhados por todo o Norte, estes projectos assumem-se como uma ajuda importante na recuperação da economia da região, não só no que diz respeito ao sector da construção civil, mas também à componente tecnológica fortíssima que comportam", explicou Francisco Ramos.


