As radiações electromagnéticas associadas aos sistemas de comunicações móveis serão medidas em 14 escolas do concelho de Lisboa durante três meses, no âmbito de um protocolo que será assinado hoje entre a autarquia e o Instituto de Telecomunicações.
O acordo estabelece que o Instituto de Telecomunicações (IT) fará a medição do campo electromagnético nos locais onde serão instaladas as estações de medição - 14 escolas e o edifício da Câmara - através de uma “rede de monitorização em tempo real”.
Serão igualmente realizadas por técnicos “medições pontuais” em outros locais do município e disponibilizados os dados dessa monitorização num portal na Internet.
Os equipamentos serão colocados nas escolas básicas do Casalinho da Ajuda, Lóios, Castelo, Leão de Arroios, São João, São José, São Sebastião da Pedreira, Frei Luís de Sousa, número de 57, em Telheiras, Eurico Gonçalves, número dois, em Benfica, número 124, no Parque Silva Porto, Rainha Santa Isabel, e escolas básicas 52 e 72.
No protocolo, considera-se que “a progressiva consciencialização pública para a questão dos possíveis efeitos nocivos para a saúde originados pela radiação electromagnética, emitida pelas antenas de sistemas de comunicações móveis, é muitas vezes acompanhada por um profundo desconhecimento das questões tecnológicas envolvidas”.
É assim do interesse da autarquia “que se proceda à monitorização da situação dos campos electromagnéticos gerados pelas antenas de telecomunicação de forma a verificar se os limites de exposição são respeitados nos locais que são analisados, bem como que essa informação seja do conhecimento de todos os munícipes”.
O protocolo é hoje assinado pelo vereador do Ambiente na Câmara de Lisboa, José Sá Fernandes, e pelo coordenador do projecto do Insitituto de Telecomunicações, Luís Sousa Correia.


