Quercus quer que novo Governo promova conservação das florestas naturais

21.03.2005 - 18:56 Por PUBLICO.PT
A Quercus lamenta que a floresta portuguesa continue fortemente ameaçada, sem o necessário reforço na prevenção de fogos, e apela ao novo Governo para que promova a conservação das florestas naturais, mais resistentes aos incêndios.
No Dia Mundial da Floresta, a Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza lembra que "a floresta portuguesa passará mais um ano sem poder contar com um conjunto de instrumentos fundamentais para a prevenção dos incêndios florestais", entre os quais os Planos Regionais de Ordenamento Florestal, o Código Florestal e o Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios.
Em 2003, os fogos provocaram a morte a 20 pessoas e destruiram oito por cento da superfície arborizada.
A associação salienta a necessidade de conservar espécies autóctones (como o carvalho, medronheiro, zambujeiro, pinheiro-manso, amieiro, freixo e salgueiro) que têm "ma elevada importância ecológica pela diversidade de vegetação e de fauna silvestre que albergam". "Os carvalhos autóctones (Quercus faginea, Quercus robur e Quercus pyrenaica), que constituem apenas quatro por cento da nossa floresta actual, não possuem qualquer protecção legal" Como consequência, a Quercus denuncia situações de abate "sem que exista autorização para tal".
A Quercus pede ao novo Governo socialista que conserve as florestas naturais, "mesmo as que não estão integradas em áreas classificadas" e que seja favorecida a sua " regeneração natural e utilização na recuperação das áreas ardidas".
Para comemorar o Dia da Floresta, a Quercus reuniu no Parque Florestal de Monsanto cerca de 80 crianças e adultos, as quais, com o apoio da Câmara de Lisboa, foram envolvidas em actividades de sensibilização e interpretação da floresta.

