A Quercus não tem uma "posição definitiva" sobre as localidades de Faias e Poceirão, apontadas como alternativas para a construção do novo aeroporto de Lisboa, projectado para a Ota, disse hoje o vice-presidente da associação ambientalista.
"Não temos uma posição definitiva sobre os novos locais na península de Setúbal, uma vez que ainda não temos dados suficientes para ponderar a viabilidade dessas opções", afirmou à Lusa o vice-presidente da Quercus, Francisco Ferreira.
No entanto, Francisco Ferreira adiantou que nas localidades de Faias e do Poceirão "se mantêm muitos dos problemas que se colocaram em Rio Frio".
Aquando da apresentação do estudo de impacto ambiental que comparava a Ota a Rio Frio, a Quercus defendeu que, "apesar de não ser a opção ideal, a localização do novo aeroporto na Ota era um mal menor".
Para a associação ambientalista, a localização do novo aeroporto em Rio Frio "levantava um conjunto de aspectos ambientais a evitar", nomeadamente a grande proximidade com o estuário do Tejo e o facto de ser um "vasto pulmão da zona de Setúbal".
De acordo com o vice-presidente da associação, a Quercus vai "discutir internamente para ver se vale a pena investir nos estudos de impacto ambiental" para as duas alternativas de localização propostas pelo professor do Instituto Superior Técnico José Manuel Viegas.
Viegas propôs, a 27 de Março, durante o programa televisivo "Prós e Contras" da RTP 1, as zonas do Poceirão e de Faias como alternativas na margem sul do Tejo para a construção do novo aeroporto, defendendo que a obra se tornaria mais barata e com maior capacidade.
Na altura, o professor afirmou que os estudos preliminares que efectuou mostraram que as duas localizações propostas estão "fora dos corredores ambientais", minimizando o impacto ambiental da obra e que têm espaço para que possa ser construída uma cidade aeroportuária.
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