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Protesto contra uso de madeira ilegal

Quercus e Greenpeace bloqueiam entrada da empresa Vicaima em Vale de Cambra

29.03.2005 - 10:37 Por Lusa

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O objectivo do protesto é impedir a recepção de madeira protegida O objectivo do protesto é impedir a recepção de madeira protegida (DR)
Activistas da Quercus e da Greenpeace estão hoje a bloquear a entrada da fábrica transformadora de madeira Vicaima, em Vale de Cambra, com o objectivo de chamar a atenção para o abate ilegal de árvores no Brasil. Os ambientalistas exigem que a empresa se comprometa a trabalhar apenas com madeiras certificadas.

O grupo de ambientalistas acorrentou-se ao portão da unidade fabril por volta das 07h00, impedindo a entrada e saída de viaturas.

Os dirigentes da Quercus e da Greenpeace foram recebidos pelo director de produção da Vicaima, Filipe Ferreira, a quem transmitiram a garantia de que levantariam o bloqueio se for assinado um compromisso de que o grupo empresarial se limitará a operar com madeira certificada. Segundo Luís Galrão, da Quercus, Filipe Ferreira disse não ter poderes para assumir tal compromisso, pelo que o bloqueio se mantém.

Filipe Pereira garantiu que a Vicaima não trabalha com madeiras provenientes de abates ilegais na Amazónia, mas Domingos Patacho, da Quercus, sustenta que as associações têm informações de que o grupo (a que está ligada a Madeiporto) opera com produtores que promovem o abate indiscriminado de árvores da Amazónia. "O facto de terem madeira certificada não significa que toda ela o seja", sublinhou aquele dirigente ambientalista.

Violência à chegada dos administradores

Pouco depois do início do protesto, chegou às instalações a viatura de um dos administradores da empresa. O carro foi estacionado a centímetros de um dos activistas que estava acorrentado e um operador de câmara da SIC foi mesmo agredido. Quando a serenidade parecia ter regressado, os ânimos voltaram a exaltar-se à chegada de outro responsável da empresa, e, apesar da presença da GNR, registou-se uma nova agressão, desta feita direccionada a um dos dirigentes da Quercus.

Segundo Domingos Patacho, a acção dos ambientalistas justifica-se porque a Vicaima é uma das maiores empresas processadoras de madeira em Portugal e "deve assegurar que toda a madeira que utiliza tem origem legal, em florestas geridas de forma sustentável".

Portugal é o quinto maior importador mundial de madeira da Amazónia brasileira, onde a desflorestação afectou, só em 2003, o equivalente a um terço do território português.

A acção da Quercus e da Greenpeace surge na sequência da tentativa de impedir a descarga de um navio carregado de madeira exótica, na semana passada, no porto de Leixões, gorada pelo facto de estar livre um cais a montante da ponte levadiça onde os activistas se tinham acorrentado.

De acordo com fontes da Vicaima, a associação empresarial do sector deverá emitir hoje um comunicado sobre o bloqueio que está a ser feito pelos ambientalistas no portão da fábrica de Vale de Cambra.

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A reacção

Independentemente do que está em causa (chamada de atenção para a falta de proteção dos recursos ...

Anónimo

29.03.2005 15:43

X

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