Ambiente

Quercus acusa G8 de enterrar a cabeça na areia ao traçar metas climáticas pouco ambiciosas

08.07.2008 - 09:33 Por Lusa

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Para Francisco Ferreira, o importante teria sido estabelecer uma meta para a redução das emissões dentro de 12 anos Para Francisco Ferreira, o importante teria sido estabelecer uma meta para a redução das emissões dentro de 12 anos (PÚBLICO (arquivo))
A associação ambientalista Quercus acusou hoje os países do G8 de enterrarem a cabeça na areia aos assumirem metas de redução de emissões poluentes apenas para 2050, quando o deviam ter feito já para 2020.

Os dirigentes dos países mais industrializados do mundo (G8) chegaram hoje a acordo em Toyako, norte do Japão, sobre a necessidade de uma redução até 2050 de "pelo menos 50 por cento" das emissões mundiais de gases com efeito de estufa.

Numa declaração sobre as alterações climáticas, o G8 acordou também numa definição ulterior, país por país, de objectivos a médio prazo.

Para o dirigente da Quercus Francisco Ferreira, o importante teria sido estabelecer uma meta para a redução das emissões dentro de 12 anos, uma data que a Convenção da ONU para as Alterações Climáticas considera prioritária para inverter o problema do aquecimento do planeta, causado pela emissão de gases com efeito de estufa.

"Além de não assumirem uma meta de curto prazo, a meta de reduzir as emissões em metade em 2005 não é suficientemente ambiciosa", declarou o responsável da Quercus e especialista em poluição e qualidade do ar.

Segundo os ambientalistas, a meta para 2050 deveria estar entre os 60 e os 80 por cento de redução de emissões de gases com efeito de estufa relativamente aos valores de 1990".

A cimeira do G8, que decorre no Japão, focou ainda as questões energéticas e a crise alimentar.

Sobre o problema energético, a Quercus considera que "nada de novo há no horizonte", sublinhando a necessidade de concretizar as energias renováveis e a questão da eficiência energética.

"Estes são os investimentos a seguir e não o nuclear, que alguns países do G8 estão a ressuscitar", frisou Francisco Ferreira.

O especialista português destaca ainda que o mundo aguarda "com expectativa" a nova mudança na administração norte-americana, que deverá ter "uma postura diferente" em relação à questão climática.

O G8 é constituído pelo Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Canadá, Rússia e Estados Unidos, país que recusou ratificar o Protocolo de Quioto, o acordo global de luta contra as alterações climáticas.

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E que tal destruição maciça?

Engraçado, engraçado, seria largar uma bomba na China, Índia, Rússia e EUA e matar aqueles idiotas ...

Frederico Azevedo

09.07.2008 11:32

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