• Petiscos com frango, das moelas à batata doce
  • Há fanáticos de tudo, até da Eurovisão
  • Programa de rádio a partir do Hospital Júlio de Matos

Concursos arrancam dia 31

Quatro mil vagas vão absorver dois terços dos precários na Saúde

23.07.2010 - 20:42 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  2 votos 
"Aos outros vamos ver o que acontece", disse Ana Jorge, "Aos outros vamos ver o que acontece", disse Ana Jorge, (Daniel Rocha (arquivo))
A ministra da Saúde assegurou hoje que a maioria dos cerca de seis mil funcionários dos serviços de Saúde com contratos a termo certos ficará com a "situação resolvida" com próxima abertura de concursos para preenchimento de quatro mil vagas.

"Aos outros vamos ver o que acontece", disse Ana Jorge, que falava à margem da exposição "Corpo - Estado, Medicina e Sociedade no tempo da I República", em Lisboa, promovida pela Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República.

A ministra salientou que aos mais de seis mil funcionários naquela situação foram "prolongados" os seus contratos até à conclusão dos concursos que se iniciam a 31 de Julho para preenchimento de quatro mil vagas, pelo que, enquanto os concursos não chegarem ao fim, "as pessoas estão contratadas".

Apesar da abertura das 4000 vagas resolver a questão a muitos dos funcionários em causa, Ana Jorge admitiu que a situação "corresponde a uma grande preocupação", pois são "mais de seis mil pessoas que têm contrato a termo certo".

Quanto à questão dos médicos que fizeram pedidos de reforma antecipada mas que ainda não saíram dos serviços, porque ainda decorre o respectivo processo administrativo, Ana Jorge explicou que lhes será dada a opção de não se reformarem, com a garantia que lhes será assegurado aquilo que iam obter à data do seu pedido de reforma.

Assim, disse, é-lhes garantido que podem "continuar a trabalhar e a descontar segundo as novas regras", num procedimento cumulativo que lhes permite aumentar a reforma.

Outra medida para evitar a falta de médicos no Serviço Nacional de Saúde (SNS) prende-se, segundo a ministra, com a possibilidade de os médicos já aposentados "poderem voltar a trabalhar, fazendo um contrato directo com as instituições do SNS" e não através de empresas.

Ana Jorge reconheceu que, relativamente às reformas antecipadas, é uma "preocupação" a saída de muitos médicos de medicina geral e familiar, que a nível nacional poderá rondar os 400.

"Os portugueses precisam dos médicos de família", enfatizou a ministra da Saúde.

Estatísticas

  • 5 leitores
  • 4 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1448527

Comentário + votado

OKAY

Há um grande equívoco em relação aos médicos de clínica geral (ou ...

Manuel Alves

24.07.2010 06:11

X

Mais em Sociedade (23 de 23 artigos)

Sorteio do Euromilhões