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Dois pediram para usar período de reflexão

Quatro dos doentes que cegaram no Santa Maria aceitaram indemnizações

29.03.2010 - 15:24 Por Lusa, PÚBLICO

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Uma troca de medicamento na farmácia do hospital esteve na origem da cegueira Uma troca de medicamento na farmácia do hospital esteve na origem da cegueira (Luís Efigénio)
Quatro dos seis doentes que cegaram no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, após terem sido submetidos a intervenções cirúrgicas, aceitaram as indemnizações propostas pela Comissão de Acompanhamento criada para avaliar os danos causados aos pacientes. Os outros dois pacientes pediram para usufruir do período de reflexão, de 30 dias, para anunciar uma decisão.

O juiz desembargador Eurico Reis, que preside à Comissão de Acompanhamento, avançou, numa conferência de imprensa realizada esta tarde, que o valor da indemnização mais elevada ronda os 246 mil euros. Walter Lago Bom, que tal como Maria das Dores Monteiro, ficou cego dos dois olhos, terá sido o doente que recebeu a indemnização mais alta.

Apesar de não querer revelar o valor das indemnizações, Eurico Reis afirmou que são “razoavelmente acima” do que será expectável alguém venha a conseguir se recorrer a tribunal.

Os doentes que pediram para reflectir sobre as propostas apresentadas têm até 26 de Abril para se pronunciarem.

A Comissão de Acompanhamento foi criada a 25 de Agosto, pelo Hospital de Santa Maria, para avaliar os "eventuais danos e respectivo ressarcimento" dos seis doentes que ficaram sem visão.

Para o hospital, "o número elevado de utentes lesados e os contornos do sucedido justificaram a atribuição de um carácter excepcional ao acompanhamento desta situação, através de um meio célere e alternativo de mediação, inspirado no modelo da arbitragem voluntária".

A comissão de acompanhamento avaliou os relatórios clínicos de avaliação social, perícias médico-legais e demais elementos considerados necessários à instrução integral do processo de avaliação dos eventuais danos e respectiva indemnização.

Uma troca de medicamento na farmácia do hospital esteve na origem da cegueira, segundo o relatório da Polícia Judiciária.

Na sequência disso, o Ministério Público acusou em Dezembro de 2009 um farmacêutico e uma técnica de farmácia e diagnóstico como autores, na forma de dolo eventual e em concurso real, de seis crimes de ofensa à integridade física grave.

Última actualização às 16h04. Notícia corrigida às 01h12 de 30 de Março de 2010

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E assim...

E assim os fulanos lavam as mãos da porcaria que fizeram. Não é com ...

Valente Carvalho

30.03.2010 08:46

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