Quatro casos supeitos na escola onde estudava criança que morreu de gripe A

29.10.2009 - 11:57 Por Lusa
A delegada de saúde Maria João Martins afirmou hoje que há quatro casos suspeitos de infecção pelo vírus H1N1 na escola onde estudava a criança que morreu ontem, mas assegurou que o estabelecimento, a Escola Paula Vivente, no Restelo, pode funcionar.
Um rapaz de 10 anos que frequentava a escola morreu no hospital D. Estefânia, em Lisboa, com o vírus da gripe A, contudo o hospital aguarda os resultados da autópsia para determinar as causas da morte.
A delegada de saúde, que hoje se deslocou à escola, disse que foi activado o plano de contingência no estabelecimento de ensino e que não é necessária uma “limpeza extraordinária” face à situação.
“Nós temos cinco casos [um dos quais o menino que morreu quarta-feira], mas nem todos foram diagnosticados laboratorialmente”, disse a delegada de saúde.
“Três são irmãos que nem chegaram a ir à escola porque ficaram doentes no fim-de-semana”, adiantou.
Maria João Martins referiu que as crianças devem fazer a vida normal e os pais devem vigiar atentamente o seu estado de saúde, impedindo-as de irem à escola caso apresentem sintomas gripais.
A delegada realçou ainda que há crianças que estão a faltar sem se saber a razão.
Para a delegada de saúde, a existência de “dois casos de gripe numa turma é perfeitamente normal”.
“Neste momento, a preocupação é que a criança doente fique em casa”, referiu.
Também o director regional de Educação, José Leitão, sustentou que a escola tem todas as condições para continuar a funcionar.
A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) está a distribuir uma informação aos pais, na qual informa que um aluno da escola Paula Vicente faleceu no hospital D. Estefânia em Lisboa.
“Esta situação, que naturalmente se lamenta, não justifica, no entanto e para já, a adopção de medidas extraordinárias”, lê-se na circular.
Solicita ainda aos pais que estejam alertados para os seguintes sintomas: febre, tosse, dores musculares, falta de ar, vómitos e diarreia.
A circular lembra as medidas de higiene a adoptar e pede que, em caso de dúvidas, se contacte a Linha de Saúde 24 - 808 24 24 24.
A situação da escola está a ser permanentemente acompanhada pelas autoridades de saúde, sendo importante transmitir uma mensagem de tranquilidade, refere ainda.
À porta da escola, a madrasta da criança contou que o menino foi à escola na segunda-feira e que logo nesse dia os responsáveis ligaram para o avô informando-o que o menino tinha muitas dores de cabeça e 38,5 graus de febre.
A criança foi levada para o Hospital S. Francisco Xavier, onde não foi feita qualquer análise de despistagem da gripe, tendo sido mandada para casa com medicação para virose, adiantou.
De acordo com a madrasta da criança, os médicos do hospital D. Estefânia, para onde a criança foi remetida na madrugada de quarta-feira, disseram que devia ter sido medicada com Tamiflu.

