Gripe A

Quase 80% de inquiridos em estudo manifestaram-se preocupados com o vírus H1N1

19.11.2009 - 12:39 Por Lusa

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Quase 80 por cento dos inquiridos num estudo do Centro de Análise de Resposta Social à Gripe Pandémica manifestaram-se “preocupados ou muito preocupados” com o H1N1 e 83,8 por cento consideraram provável contrair o vírus nos próximos seis meses.

Este é o segundo questionário realizado pelo Centro Análise, um projecto da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), em colaboração com a Direcção-Geral da Saúde, com o objectivo de analisar “os conhecimentos, percepções, atitudes e comportamentos” dos colaboradores de várias empresas que implementaram planos de contingência para combater a gripe.

O inquérito foi distribuído, entre 10 e 18 de Setembro, a 243 quadros dirigentes, 1729 técnicos qualificados, 393 técnicos intermédios, 452 administrativos e 97 técnicos não qualificados, tendo sido obtidas 1581 respostas, uma taxa de 63,5 por cento, muito menor do que no primeiro questionários (94,9 por cento).

“Esta diferença pode dever-se ao facto de a situação epidemiológica estar [na altura que decorreu o inquérito] num período de relativa acalmia ou a uma manifestação de certa fadiga pandémica”, explica o director da ENSP, Constantino Sakellarides, no livro “Nós e a gripe”, que será lançado hoje em Lisboa e a que a Lusa teve acesso.

Após um aumento significativo dos casos confirmados em Agosto, a incidência da gripe A manteve-se estável e aparentemente diminuiu em Setembro.

No entanto, ressalva Sakellarides, “é necessário ter em conta que após 21 de Agosto deixou de haver confirmação laboratorial de todos os casos, pelo que estas comparações passaram a ser difíceis”.

O inquérito avaliou o grau de preocupação com as consequências da gripe A para a saúde das pessoas: 77,9 por cento manifestaram-se preocupados ou muito preocupados e apenas 19,3 por cento se sentem “pouco ou nada preocupados”.

Segundo o estudo, 83,8 por cento dos inquiridos considerou “provável ou muito provável” ser infectado com o H1N1 nos seis meses seguintes, enquanto 2,3 por cento acham “muito improvável ou improvável” e 11,4 por cento “provável”.

Tal como no primeiro questionário, os comportamentos mais alterados foram o aumento dos cuidados de higiene: 41,9 por cento afirmam que vão lavar as mãos mais frequentemente, 19,7 por cento usarão máscara na rua e 15,5 por cento ficarão em casa.

Apenas cerca de dois por cento dos inquiridos disseram que pensavam mudar temporariamente de residência durante o surto epidémico.

Também nesta fase, repensar o destino de férias foi o comportamento que menos se verificou, adianta o estudo.

Relativamente à classificação da informação sobre gripe, divulgada pelas autoridades da saúde, 40,5 por cento consideram-na útil e 54,1 por cento muito útil. Apenas 5,4 por cento a consideram “nada ou pouco útil para o dia-a-dia”.

Quanto à utilização de fontes de informação, 42,9 por cento aponta outras fontes, que não as autoridades de saúde, surgindo a televisão e a imprensa escrita como as mais utilizadas.

Mais de um terço (36,5 por cento) dos inquiridos disse que o país está “bem ou muito bem preparado” para enfrentar a pandemia, enquanto 21,5 por cento consideram que está “mal ou muito mal preparado” e 42,8 por cento “nem bem, nem mal preparado”, à semelhança do que aconteceu no anterior questionário.

O estudo ressalva que este questionário foi realizado antes de terem ocorrido os primeiros óbitos devido à nova gripe.

A população estudada é um grupo de referência, pelo seu elevado grau de escolaridade, qualificação profissional e nível de conhecimentos sobre a gripe, não sendo, portanto, uma amostra representativa da população portuguesa.

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Ortografia

É tão bem informado, deve ter lido tanto sobre a vacina, que nem sabe que não é ...

Mestre escola

20.11.2009 01:38

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