• Programa de rádio a partir do Hospital Júlio de Matos
  • Kiev, a porta de entrada da Ucrânia
  • TENS, a produtora de conteúdos que levou dois portugueses para Barcelona

Publicidade: Comunidade Contra a Sida critica "publicidade pornográfica e sexista" à porta das escolas

29.04.2010 - 18:11 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  1 votos 
Para a Federação, é urgente regulamentar a localização e do conteúdo deste tipo de mensagens Para a Federação, é urgente regulamentar a localização e do conteúdo deste tipo de mensagens ()
A Fundação Portuguesa "A Comunidade Contra a Sida" (FPCCSIDA) insurgiu-se hoje contra a "divulgação de publicidade pornográfica e sexista" à entrada das escolas ou nas suas vias de acesso, criticando um caso sucedido recentemente em Coimbra.

"A FPCCSIDA vem alertar as autoridades públicas, os pais e a comunidade para a divulgação de publicidade pornográfica e sexista à entrada das escolas ou nas suas vias de acesso. A posição pública que a Fundação tem nas áreas da Educação para a Saúde e para a Sexualidade obriga à apresentação desta denúncia, a fim de contribuir para a urgente regulamentação desta lamentável publicidade obscena e provocante", defende em comunicado.

A Fundação alude a dois 'outdoors' que estiveram colocados, mas entretanto já foram retirados, junto ao estacionamento da Escola Básica Rainha Santa Isabel, em Coimbra, com propaganda ao canal pornográfico Hot.

"Os cartazes, em fundo negro, reproduzem frases obscenas em espanhol e francês - e noutros locais da cidade também em alemão - alegadamente proferidas por mulheres em cenas de filme 'hardcore'. Essas frases provocantes, de conteúdo acentuadamente pornográfico e sexista, são traduzidas 'livremente' para português, modificando-lhe o sentido e procurando suscitar uma adesão humorística. As palavras são escritas em corpos humanos nus, onde a parte visível é apenas a da superfície das letras", descreve.

Os cartazes têm como objectivo promover a adesão ao referido canal, disponibilizando acessos telefónicos e duas páginas Web onde se podem visualizar conteúdos explícitos sem restrições, adianta.

"Ao serem divulgados à entrada de uma escola básica integrada que serve crianças e jovens dos três ciclos do Ensino Básico, os 'outdoors' escolheram um público totalmente desadequado para as suas mensagens, não alertando sequer para a natureza de conteúdo adulto, como se assume no 'site'", critica.

Fernando Moreira Marques, da Delegação Centro da FPCCSIDA, disse hoje à agência Lusa que os 'outdoors" estiveram expostos durante cerca de uma semana e que situações idênticas sucedem junto de escolas de Lisboa e do Porto, embora sem precisar quais.

Adiantou que a situação foi comunicada à Câmara de Coimbra, Direcção Regional de Educação, à responsável na escola pela Educação para a Saúde, grupos parlamentares e ministra da Educação, entre outras entidades.

Para a Federação, é urgente regulamentar a localização e do conteúdo deste tipo de mensagens.

O director municipal de Desenvolvimento Humano e Social da autarquia, Oliveira Alves, disse à Lusa que vai averiguar qual a empresa responsável pela publicidade, adiantando que a Câmara "licencia os suportes publicitários mas não a mensagem", esperando-se que os anunciantes respeitem as "regras do bom senso".

Estatísticas

  • 25 leitores
  • 0 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1434686

Comentário + votado

X

Mais em Sociedade (22 de 22 artigos)

Maria do Céu Machado alerta para a necessidade de corrigir os erros do passado Alta Comissária para a Saúde alerta para um SNS "insustentável"