PSP faz vigília em Belém para denunciar "erros na política de segurança"

22.06.2009 - 07:30 Por Lusa
Os principais sindicatos da PSP fazem hoje uma vigília junto à Presidência da República para denunciarem os "erros na política de segurança" e demonstrarem o descontentamento ao projecto de estatuto profissional, foi hoje anunciado.
Numa iniciativa do Sindicato Nacional da Polícia (Sinapol), a vigília conta com a adesão da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP), Sindicato dos Profissionais da Polícia (SPP) e Sindicato Unificado da Polícia (SUP).
Os sindicatos vão entregar na Presidência da República uma missiva para denunciar "todo o mal que nos últimos quatro anos os polícias estiveram sujeitos", além dos "erros na política do Governo de José Sócrates para a área da segurança", segundo o presidente da Sinapol, Armando Ferreira.
Os sindicatos da Polícia de Segurança Pública (PSP) contestam também o projecto de novo estatuto profissional apresentado pelo Ministério da Administração Interna (MAI) e acusam o Governo de "falta de abertura" para negociar o documento. Enquanto o MAI garante que o processo negocial com os sindicatos "ainda não está encerrado" e que o projecto está em apreciação por parte do Governo, os sindicatos dizem que a última reunião foi em Abril.
Além da "reabertura" do processo negocial, os sindicatos exigem que a actividade policial deixe de ser equiparada aos funcionários públicos, desbloqueamento das carreiras e dos escalões, alargamento dos serviços de saúde aos familiares e limite da aposentação aos 36 anos de serviço.
Se depois da vigília, que se realiza entre as 17h30 e as 20h00, o processo negocial com o MAI não for retomado, as jornadas de luta por parte dos polícias vão continuar, garante ainda o presidente do Sinapol, sublinhando que está já previsto uma demonstração semanal de descontentamento em todos os pontos do país. "Em todos os locais por onde vão passar o primeiro-ministro e representantes do MAI, os polícias vão estar com faixas e cartazes para chamar a atenção para a situação dos polícias", disse.

