• Kiev, a porta de entrada da Ucrânia
  • Primeira esplanada Time Out do mundo abre na Avenida da Liberdade
  • O melhor e o pior da passadeira vermelha

Doença atinge mais de 250 mil portugueses

Psoríase tem taxas de suicídio superiores às dos doentes com cancro

29.10.2009 - 09:57 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  3 votos 
Este mês, a associação pediu a comparticipação a 100 por cento de seis medicamentos Este mês, a associação pediu a comparticipação a 100 por cento de seis medicamentos (PÚBLICO)
A psoríase, que atinge mais de 250 mil portugueses e cujo dia mundial se assinala hoje, apresenta taxas de suicídio superiores às dos doentes com cancro.

“Os efeitos da psoríase e da artrite psoriática são devastadores quer ao nível físico quer psicológico”, comenta João Cunha, o presidente da PSOPortugal - Associação Portuguesa da Psoríase. O responsável baseia-se em estudos internacionais para dizer que estas doenças representam taxas de suicídio superiores às dos doentes com cancro.

Hoje comemora-se o Dia Mundial da Psoríase e João Cunha lembrou o preconceito e o estigma que ainda existem em torno desta doença, que não é contagiosa.

“A aparência das lesões na pele provoca um grande impacto e por isso há muitos doentes que se sentem de tal forma incomodados com os olhares de repulsa quando estão em locais públicos que se recusam a sair de casa”.

Associação quer que doença seja reconhecida como incapacitante

A psoríase afecta 125 milhões de pessoas em todo o mundo e mais de 250 mil portugueses. A PSOPortugal luta para que a doença seja reconhecida como crónica e incapacitante e para que os medicamentos sejam comparticipados.

“Por vezes, há uma clara incapacidade para se conseguir fazer a vida normal. Houve um associado que não conseguia ir trabalhar, porque tinha os pés em chagas, mas o médico não lhe podia passar uma baixa por psoríase”, relata João Cunha.

Actualmente, a “esmagadora maioria dos doentes gasta mais de 200 euros por mês na farmácia”, refere João Cunha, baseando-se numa sondagem feita pela PSOPortugal junto dos associados.

Mas há quem não tenha capacidade financeira para se tratar. “Como a doença não mata, não se tratam. As pessoas até vão ao médico mas quando chegam à farmácia não conseguem levar os medicamentos para casa, porque têm de optar entre comer ou comprar os medicamentos”, alerta.

No passado dia 15, no primeiro dia da nova legislatura, a associação entregou na Assembleia da República uma petição com 11.517 assinaturas a pedir a comparticipação a 100 por cento de seis medicamentos.

Sem tratamento, a doença vai-se agravando. “Existem doentes que têm 90 por cento do corpo com psoríase”, indica João Cunha. Para combater o isolamento, a associação está a angariar fundos para criar uma linha telefónica “para que as pessoas possam conversar e ter apoio psicológico, refugiadas pelo anonimato do telefone”.

Estatísticas

  • 43 leitores
  • 27 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1407380

Comentário + votado

Vamos ter de esperar

Vamos ter de esperar que o filho de alguém no governo (seja lá de que cor for) e com ...

João Fernandes

29.10.2009 10:23

X

Mais em Sociedade (8 de 29 artigos)

Este estudo sobre o bullying foi realizado com uma amostra de 1237 jovens entre os 11 e os 16 anos. Violência encarada com normalidade entre os jovens