O líder parlamentar do PSD, Miguel Macedo, disse hoje que só viabilizará a proposta de lei que altera o Estatuto dos magistrados se o Governo formalizar, até à votação de sexta-feira, a retirada da tributação dos subsídios.
“Não quero nenhum romance. Ou o Governo, até à hora da votação, formaliza na mesa a retirada das propostas que significam uma injustificada penalização acrescida para os magistrados, ou o PSD vota contra”, declarou o líder parlamentar do PSD aos jornalistas, no final do debate parlamentar.
Miguel Macedo rejeitou assim o desafio feito pelo deputado do PS Ricardo Rodrigues durante o debate para que o PSD viabilizasse a baixa do diploma à comissão parlamentar de especialidade, sem votação.
Questionado sobre quais as normas em concreto que o PSD quer retirar, Miguel Macedo afirmou que “são todas aquelas que traduzem uma penalização adicional, exclusiva para os magistrados”.
No debate, o ministro da Justiça, Alberto Martins, tinha garantido que a norma que suscitou dúvidas ao PSD e aos outros partidos - a que prevê a tributação em sede de IRS do suplemento de compensação dos magistrados judiciais - substituiria o corte de 20 por cento nos subsídios previsto no Orçamento do Estado para 2011.
“Não é para acumular [um corte] de 20 por cento mais IRS, longe disso. É que esta tributação seja feita por IRS”, afirmou Alberto Martins.
Em declarações aos jornalistas, Miguel Macedo frisou que esta interpretação significaria a revogação de uma norma do Orçamento do Estado, que entrou em vigor dia 1 de Janeiro.
Ora, acrescentou, “não há na proposta do Governo qualquer norma revogatória do Orçamento do Estado”.


