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Iraniana condenada à morte por adultério

PS apela ao Irão para anular pena de morte de Sakineh Ashtiani

30.08.2010 - 17:54 Por Lusa, PÚBLICO

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Um pouco por todo o mundo tem haviod manifestações e outras iniciativas a condenar a pena de morte de Sakineh Um pouco por todo o mundo tem haviod manifestações e outras iniciativas a condenar a pena de morte de Sakineh (Foto: Mal Langsdon/Reuters)
Deputados socialistas da Comissão Parlamentar de Negócios Estrangeiros enviaram hoje uma carta às autoridades políticas e religiosas do Irão para apelar à anulação da pena de morte por lapidação aplicada a Sakineh Ashtiani pelo crime de adultério.

A carta dos deputados socialistas foi dirigida ao líder supremo religioso, Ali Khamanei, ao Presidente da República, Mahmoud Ahmadinejad, e ao presidente do Parlamento iraniano, Ali Larijani.

“Nenhum ser humano merece ser condenado à morte, seja por motivos políticos, religiosos, morais ou quaisquer outros, ainda para mais infligida com tamanha crueldade e sofrimento, como é o que ocorre quando alguém é apedrejado no tronco e na cabeça até ao último suspiro”, referem os deputados do PS.

Segundo o PS, a missiva reitera ainda o apelo já feito ao ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, quando este visitou a Assembleia da República, para o Irão acabar com a pena de morte, nomeadamente por lapidação, o que constituiria um importante exemplo para os países onde este tipo de castigo ainda é aplicado”.

A carta do PS é assinada em primeiro lugar pelo coordenador da Comissão Parlamentar dos Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, Paulo Pisco.

Assinam ainda a missiva os vice-presidentes do grupo parlamentar do PS Maria de Belém, Inês Medeiros e Ana Catarina Mendes, o secretário nacional do PS para as Relações Internacionais, José Lello, e os deputados socialistas Defensor de Moura (também candidato a Presidente da República), Ana Paula Vitorino, Teresa Damásio, José João Bianchi, Conceição Casanova, Rosa Maria Albernaz, Catarina Marcelino e Sofia Cabral.

Sakineh foi condenada por ter tido uma relação amorosa com dois homens já depois da morte do marido. Numa primeira sentença, foi condenada a 99 chicoteadas infligidas à frente de um dos filhos. Numa segunda, há uns meses, foi acusada de ter traído o marido, quando ele ainda era vivo. Nova condenação: morte por apedrejamento.

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Comentário + votado

QUE FAZEM OS NOSSOS DEPUTADOS ?

Mas porquê a carta assinada apenas pelos deputados socialistas da Comissão Parlamentar de ...

pORTUGUÊS

31.08.2010 17:24