O roubo de provas judiciais que estavam depositadas nos armazéns da Direcção-Geral de Administração da Justiça, do Ministério da Justiça, em Vila Franca de Xira, põe em causa um número indeterminado de processos, noticia hoje o “Jornal de Notícias”.
O furto foi conhecido, em Abril, quando agentes da PSP se deslocaram ao local e descobriram que tinham sido abertas embalagens seladas que continham provas. De acordo com o “Jornal de Notícias”, foram levados um grande número de artigos, apesar de o edifício possuir segurança e vigilância electrónica.
Parte das provas roubadas faziam parte de um processo sobre alegadas práticas de contrafacção por um grupo que actuava entre o Porto e Almada e que tinha ligações internacionais. Esses materiais — relógios, malas e cintos de marca falsificados — ainda não tinham sido submetidos a perícia. Este é um dos casos que poderá agora estar bloqueado por falta de provas.
A Procuradoria-Geral da República já confirmou o “desaparecimento” das provas e anunciou ter sido “instaurado um inquérito para averiguar as circunstâncias em que o desaparecimento ocorreu”.
Contudo, em comunicado emitido hoje, o Ministério da Justiça esclarece que no “Depósito Público de Vila Franca de Xira não se encontram arquivados quaisquer processos judiciais contemporâneos, apenas se encontram armazenados objectos apreendidos no decurso de diligências judiciais”. Apesar disso, a tutela já mandou abrir um processo de averiguações ao caso noticiado.
Notícia actualizada às 14h27


