Protesto em Lisboa: polícias reclamam direito à greve e lembram "secos e molhados"

21.04.2006 - 08:40 Por Lusa, PUBLICO.PT
A Associação Sindical dos Profissionais de Polícia convocou para hoje um "desfile de polícias" para voltar a exigir o direito à greve, 17 anos depois do protesto não autorizado que ficou conhecido com "secos e molhados" por ter terminado com confrontos entre polícias que se manifestavam e agentes em serviço.
Os polícias vão concentrar-se ao início da tarde no edifício da escola Voz do Operário, na freguesia da Graça, em Lisboa, seguindo em desfile até à Praça do Comércio, onde vão entregar uma moção reivindicativa no Ministério da Administração Interna.
A iniciativa sindical de hoje repete o mesmo percurso da manifestação organizada a 21 de Abril de 1989, quando o Corpo de Intervenção da PSP usou jactos de água e bastões para demover os seus colegas que se manifestavam.
O Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP) também assinala hoje o 17º aniversário daquela manifestação com o descerramento de uma placa "de homenagem" na sua sede, em Lisboa. Dirigentes do SPP deslocam-se depois à 62ª Esquadra da PSP, em Queluz, onde em 1989 ficaram detidos alguns agentes na sequência da manifestação.
A manifestação de há 17 anos, que contou com a participação de polícias fardados e agentes à paisana, foi convocada pela Associação Pró-Sindical da PSP (antecessora da ASPP/PSP) para exigir, principalmente, o direito ao sindicalismo na instituição.
O então ministro da Administração Interna, Silveira Godinho (PSD), justificou a ordem para a carga do Corpo de Intervenção com o argumento de que a manifestação era "ilegal", tal como a organização que a promoveu.
Na sequência da manifestação foram detidos seis agentes.

