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Religião

Protestantes querem lugar na Liberdade Religiosa

22.07.2010 - 08:01 Por António Marujo

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Os protestantes lamentam que Alberto Martins não dê resposta ao pedido de audiência feito em Março Os protestantes lamentam que Alberto Martins não dê resposta ao pedido de audiência feito em Março (Foto: Rui Gaudêncio/arquivo)
As Igrejas protestantes querem ter um representante na Comissão da Liberdade Religiosa (CLR), cuja composição deverá mudar depois do Verão, quando terminar o actual mandato. Para o feito, o Conselho Português de Igrejas Cristãs (Copic) escreveu em Março ao ministro da Justiça, Alberto Martins, a pedir uma audiência. Até agora, a carta está sem resposta.

"Queremos ser recebidos pelo ministro para expor a nossa situação, pois há assuntos que gostávamos de acompanhar mais de perto. E queremos também ver como está a questão dos acordos com o Estado", diz ao PÚBLICO José Sifredo, bispo da Igreja Metodista e presidente da Igreja Metodista.

O descontentamento motivou já também uma carta da Conferência das Igrejas Protestantes dos Países Latinos da Europa ao ministro da Justiça. Na sequência de uma reunião no final de Maio em Lyon (França), a pastora Anne-Laure Danet, secretária-geral da organização, pediu ao ministro que nomeie um membro do Copic na próxima comissão.

Fernando Soares Loja, vice-presidente da CLR e responsável de uma igreja que integra a Aliança Evangélica critica este desejo dos protestantes: "O Copic não é uma pessoa colectiva radicada e só estas é que podem estar" na CLR.

Este responsável defende que a situação ideal seria o "alargamento do número de membros" da comissão - actualmente, são 11 e, destes, além dos juristas e de católicos, há apenas membros das comunidades judaica e muçulmana, além de Soares Loja. Seria "complicado e injusto" que judeus ou muçulmanos saiam da comissão, ou que os evangélicos (cerca de 150 mil) sejam trocados pelos cerca de "dez mil" das igrejas do Copic.

Também José Sifredo diz que prefere o alargamento do número de membros. "A rotação será complicada, porque desde que a comissão existe são as mesmas pessoas."

Soares Loja cita o caso espanhol, em que a comissão congénere tem 21 membros, mas remete a questão para a decisão política que o ministro da Justiça deverá tomar quando chegar a hora de nomear a nova Comissão da Liberdade Religiosa. E diz que grupos como os Adventistas ou os Testemunhas de Jeová também não estão representados na CLR.

David Valente, secretário-geral da Igreja Presbiteriana, defende que o Copic (que integra ainda a Igreja Lusitana/Comunhão Anglicana e, desde há pouco tempo, a Igreja Ortodoxa) representa o "protestantismo mais antigo". Defendendo também uma comissão maior, David Valente lamenta que o ministro "nem sequer se disponibilize" para receber os representantes da organização.

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O PS cego pelo poder pensa que é deus!

É o habitual espírito de arrogância da ditadura dita "laica" de esquerda ...

Leitor Atento

22.07.2010 18:20

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