Protecção Civil prolonga alerta amarelo de risco de incêndio até quinta-feira

30.03.2009 - 19:10 Por Lusa
A Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) prolongou hoje o alerta amarelo de risco de incêndio em 12 distritos até quinta-feira devido à continuação do tempo quente e seco.
"Face à manutenção das condições meteorológicas favoráveis à propagação de incêndios florestais", a ANPC prolongou o alerta amarelo até às 20h00 horas de quinta-feira para os distritos de Aveiro, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria, Porto, Santarém, Viana Castelo, Vila Real e Viseu", refere a ANPC, em comunicado.
Há quase duas semanas que a Autoridade Nacional de Protecção Civil accionou o "alerta amarelo" de risco de incêndio devido às temperaturas elevadas e reforçou os meios de prevenção, nomeadamente o número de helicópteros disponíveis, que passaram de dois para seis. De acordo com a ANPC, vão continuar reforçadas as acções de fiscalização, vigilância e investigação por parte da GNR e da Polícia Judiciária.
A ANPC apelou novamente a população para que não faça queimadas, borralheiras, queimas de sobrantes, limpeza de terrenos ou outras actividades que impliquem o uso do fogo em zonas florestais, de matos ou agrícolas.
Em Março já deflagraram perto de 4000 incêndios e desde o dia 14 o número médio diário de fogos é superior a 150, tendo em alguns dias ultrapassado os 200, segundo a Autoridade Nacional de Protecção Civil. No fim-de-semana ocorreram 455 fogos (253 no sábado e 202 no domingo), que foram combatidos por 4738 bombeiros e 1263 viaturas.
Na sexta-feira, o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, garantiu que estão disponíveis "os meios necessários" para combater os incêndios florestais e justificou o número de fogos com as condições climatéricas e queimadas ilegais. O dispositivo de combate a incêndios encontra-se na fase "Alfa" desde 1 de Janeiro e até 14 de Maio. Para a fase "Alfa" estão mobilizados 3813 elementos, 904 veículos e dois helicópteros permanentes, número passível de crescer até sete meios aéreos, em caso de necessidade, de acordo com a directiva operacional da Protecção Civil.

