Protecção aos postos de combustível passa por segurança privada e vigilância tecnológica

02.09.2008 - 10:39 Por Lusa
As medidas para reforçar a segurança nos postos de combustível passam pelo recurso a empresas de segurança privada e meios tecnológicos de vigilância e de alarme. Segundo o ministério da Administração Interna, estas são algumas das medidas que vão ser analisadas quarta-feira na reunião da Comissão para a Segurança nos Postos de Abastecimento de Combustíveis.
Além destas medidas, a Comissão vai ainda fazer um balanço dos últimos acontecimentos. Os postos de combustível têm sido um dos alvos preferenciais de assaltantes, estando estes crimes muitas vezes associados ao roubo de veículos pelo método de "carjacking”.
No mês de Agosto ocorreram em Portugal, pelo menos dez assaltos a postos de combustíveis, uma situação que está a preocupar os empresários do sector, que reclamam medidas que garantam a segurança dos postos, dissuadindo os assaltantes.
A reunião, presidida pelo secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, José Magalhães, contará com a presença de representantes da GNR, PSP, Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (ANAREC) e Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (APETRO).
Na semana passada, o presidente da ANAREC, Augusto Cymbron, manifestou-se preocupado com a insegurança que se vive nos postos de abastecimento e reclamou outra forma de actuação do Ministério Público em relação aos suspeitos.
"Não estamos seguros. Não atribuímos as culpas ao Ministério da Administração Interna, mas sim à actuação do Ministério Público, no caminho que dá aos suspeitos" detidos pelas autoridades, disse Augusto Cymbron.
Segundo o Gabinete Coordenador de Segurança, a criminalidade violenta aumentou cerca de 15 por cento nos primeiros seis meses deste ano relativamente ao mesmo período de 2007.

