Programa para médicos imigrantes vai integrar 150 clínicos no Serviço Nacional de Saúde 
09.10.2008 - 20:39 Por Lusa
O programa de Integração Profissional de Médicos Imigrantes assinado hoje, em Lisboa, vai integrar 150 médicos imigrantes no Serviço Nacional de Saúde em 21 meses.
"Este programa dá-nos a oportunidade de podermos contar com mais profissionais numa área em que Portugal tem carências e colocá-los à disposição dos cidadãos", afirmou a ministra da Saúde, Ana Jorge, presente na cerimónia de assinatura do programa.
A Fundação Calouste Gulbenkian, o Serviço Jesuíta aos Refugiados (SJR) e o Ministério da Saúde são parceiros neste programa, que é financiado pelo Governo, e que visa ser uma "solução para os imigrantes e para o país de acolhimento", esclareceu o director do SJR, André Jorge, depois da assinatura do protocolo.
André Jorge defendeu que "este programa é um exemplo de que é possível melhorar a vida dos imigrantes que nos procuram e, simultaneamente, responder às necessidades de desenvolvimento do país".
O programa começou em 2002 com a criação do Reconhecimento de Habilitações de Médicos Imigrantes pela Fundação Gulbenkian, o qual possibilitou que 106 médicos e 45 enfermeiros tivessem equivalências das suas competências e autorização para o exercício da profissão em Portugal.
O protocolo foi assinado pelo presidente do Conselho Directivo da Administração Central do Sistema da Saúde, I.P., Manuel Ferreira Teixeira, pela administradora do pelouro da Saúde da Fundação, Isabel Mota, e pelo director do SJR, André Jorge.
"Este programa dá-nos uma garantia da máxima qualidade e esperamos que daqui a dois anos possamos contar com mais profissionais que vão ajudar a edificar o Serviço Nacional de Saúde", concluiu a ministra.

