Procuradora preocupada com aumento de crime violento no distrito de Lisboa

05.07.2011 - 18:31 Por Paula Torres de Carvalho
A criminalidade violenta aumenta e espalha-se já de forma indiscriminada pelas diferentes regiões do distrito de Lisboa, alerta a procuradora-geral distrital de Lisboa, Francisca Van Dunen.
Para analisar a melhor forma de combater o fenómeno, a procuradora convocou uma reunião, na passada segunda feira, com os magistrados responsáveis pela direcção dos inquéritos relacionados com a criminalidade violenta e grave e com representantes dos órgãos de polícia criminal.
Há menos de dois meses, em Maio, o Gabinete Coordenador de Segurança, sob a tutela do Gabinete do primeiro-ministro, alertava para um decréscimo de 4,5 por cento na criminalidade geral e de onze por cento na criminalidade violenta e grave. O Gabinete baseava-se na análise da criminalidade participada às Forças e Serviços de Segurança (GNR, PSP e PJ) no primeiro trimestre de 2011.
Os dados disponibilizados pelas polícias parecem não coincidir com os que estão na posse da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL). Segundo Francisca Van Dunen, “é indiscutível, por um lado, que hoje a violência no crime se espalhou indiscriminadamente – não há já círculos com maior ou menor probabilidade de incidência do fenómeno” disse na reunião de segunda feira, sublinhando “que a adequação da reacção, implica um envolvimento e um nível de coordenação que ultrapassa a concreta intervenção processual”.
Van Dunen salientou a necessidade de saber “em que ponto está o conhecimento e o tratamento de fenómenos já conhecidos e em desenvolvimento”, sublinhando a importância de “acompanhar a resposta judiciária de cada caso até ao final; de estudar as causas dos insucessos e de trabalhar conjuntamente na eventual superação de omissões ou falhas”.
Também o presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT), José Manuel Anes manifestou-se, no mês passado, preocupado com “a espectacularidade dos assaltos” registados nos últimos tempos, cada vez mais “violentos, graves e com tácticas assustadoras”.

