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No processo "Saco Azul"

Procurador da República pede absolvição de Fátima Felgueiras de crimes de corrupção e prevaricação

09.09.2008 - 16:32 Por António Arnaldo Mesquita

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O Procurador da República Pinto Bronze pediu hoje a absolvição de Fátima Felgueiras de seis crimes de corrupção passiva e três de prevaricação. O magistrado preconizou a condenação da autarca e principal arguida do processo do "Saco Azul de Felgueiras" pela prática de cinco crimes de participação económica em negócio.
A autarca é a principal arguida do processo do saco azul de Felgueiras A autarca é a principal arguida do processo do saco azul de Felgueiras (PÚBLICO (arquivo))

O mesmo magistrado tomou uma decisão que causou alguma surpresa ao sugerir ao colectivo a condenação do empresário Joaquim Freitas e do licenciado Horácio Costa, que foram as pedras base da investigação de que a autarca foi alvo e das alegações feitas hoje e ontem por Pinto Bronze.

O Procurador, recorde-se, assentou nas revelações feitas por Horácio Costa e Joaquim Freitas o essencial das suas alegações. Em várias ocasiões chegou a enaltecer a credibilidade do antigo braço direito de Fátima Felgueiras em contra-ponto com a desvalorização dos depoimentos dos restantes co-arguidos.

Hoje, porém, preconizou a condenação do Horácio Costa e de Joaquim Freitas por cumplicidade em dois crimes de participação económica e negócio. Horácio Costa, segundo o que disse Pinto Bronze, “admitiu que foi interveniente na lavagem de dinheiro através da transferência de 4700 contos (cerca de 23.500 euros) dados pela RESINE e usados na compra do Audi A4 para Fátima Felgueiras”. Não temos qualquer tipo de dúvida que Horácio Costa faltou à verdade, não assumindo as suas responsabilidades”, afirmou o Procurador da República.

Felgueiras sem corrupção

Fátima Felgueiras ouviu hoje o Procurador pedir a sua absolvição pela prática de seis crimes de corrupção passiva, para acto ilícito. “Nenhum destes crimes se provou em audiência”, realçou o Procurador. Em causa estavam donativos e cheques assinados por empresários do concelho e que foram depositados na conta do "Saco Azul" aberta no BES.

O magistrado considerou que, na generalidade, os cheques foram contributos para a campanha para as Autárquicas de 1998 e que os seus signatários não beneficiaram de quaisquer contrapartidas. "É costume os industriais apoiarem o PS e outros partidos", realçou Pinto Bronze, ao preconizar a absolvição dos seis empresários que foram arguidos.

Título corrigido às 15h50 de 10/09/2008

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Comentário + votado

lolololol

é uma vergonha!!!uma gaja que foge p'ro brasil e nada lhe acontece!!!isto dos politicos é uma ...

Sara

11.09.2008 21:51

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