Primeiro-ministro tailandês não convence Birmânia a deixar entrar equipas de ajuda humanitária no país

14.05.2008 - 14:21 Por Reuters
O primeiro-ministro tailandês Samak Sundaravej falhou hoje na tentativa de convencer a Junta Militar birmanesa a abrir as fronteiras às equipas de ajuda internacional.
“Ele insiste que o seu país, com 60 milhões de pessoas tem um Governo e que o povo e as instituições nacionais vão conseguir resolver os seus problemas”, disse Samak Sundaravej após uma conversa de duas horas e meia com o primeiro-ministro birmanês Thein Sein, em Yangon.
“Dizem que estão a lidar com o problema e que não há epidemias ou fome entre a população. Não precisam de especialistas mas estão dispostos a receber ajuda alimentar e médica para todo o país”.
O governante tailandês foi ainda informado que a Junta Militar colocou quatro divisões de forças armadas em campo e que montaram 600 centros de ajuda capazes de ajudar um milhar de pessoas cada um.
A FAO, a organização das Nações Unidas para a agricultura e alimentação disse hoje que a Birmânia vai precisar de 243 milhões de dólares em sementes de arroz, fertilizantes e trabalho de reabilitação dos campos de arroz destruídos pelo ciclone Nargis. 65 por cento dos campos do país, um dos maiores produtores de arroz do mundo, ficaram destruídos.
Outros 20 milhões seriam necessários para recuperar as criações de gado e animais destruídas nas margens dos deltas do rio Irrawady.
Um outro alerta surge da Cruz Vermelha Internacional que teme que fortes chuvas previstas nos próximos dias para a região da Birmânia possam tornar ainda mais difícil a situação dos doentes e desalojados.


