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Saúde

Primeiro pico de gripe A nas crianças já está a passar - agora chegou a vez dos mais velhos

25.11.2009 - 08:25 Por Romana Borja-Santos

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Número de mortes subiu para 16 mas o ministério vai deixar de divulgá-las à medida que ocorrem Número de mortes subiu para 16 mas o ministério vai deixar de divulgá-las à medida que ocorrem (Miguel Madeira)
As pandemias são "ondulantes" e, por isso, vamos ter ao longo do Inverno vários picos de gripe A (H1N1). Ainda assim, segundo explicou ao PÚBLICO a alta comissária da Saúde, Maria do Céu Machado, neste momento o primeiro pico nas crianças já está a passar, ao mesmo tempo que começam a surgir mais casos entre os adultos - o que está a levar a uma saturação dos serviços de urgência. O número de mortos com gripe A em Portugal subiu entretanto para os 16, confirmou ontem ao final do dia a ministra da Saúde, Ana Jorge.

Maria do Céu Machado lembra que as pandemias perduram no tempo, pelo que é natural que a gripe A "continue a surgir nos próximos dois anos", mas com menos prevalência, já que a vacinação permitirá imunizar cerca de seis milhões de portugueses.

"Como esta gripe é muito mais contagiosa e tem muito menos memória imunológica vamos ter mais picos. O pico entre as crianças está a passar, apesar de haver ainda muitos casos. Agora vamos ter nos adultos, o que já se começa a ver no número de casos, que cresceu muito nas últimas duas semanas", explica.

No que diz respeito às longas horas de espera nos serviços de saúde, a alta comissária diz que muitas pessoas "correm para as urgências sem necessidade", quando "na maioria dos casos" a gripe cura-se com paracetamol. "Há mesmo muitas pessoas que têm gripe A, mas, como a carga viral é baixa, não apresentam sintomas ou apenas têm febrícula e alguma tosse ou o nariz a pingar."

Em Agosto, quando o número de infecções começou a crescer, o Ministério da Saúde passou a fazer apenas um balanço semanal, às quartas-feiras, do número de novos casos de síndrome gripal. Da mesma forma, a tutela decidiu, a partir desta semana, incluir a contagem do número de mortes relacionadas com a nova estirpe do vírus H1N1 apenas nos comunicados das quartas-feiras, deixando de divulgá-las à medida que vão sucedendo. Ana Jorge rejeita que com esta alteração o Governo tente ocultar os números e justifica-a com os procedimentos seguidos para qualquer outra patologia.

"Todos os dias morrem doentes nos hospitais e nós não informamos a razão nem informamos que morreram. As famílias têm a informação e penso que isso é o suficiente", declarou, citada pela agência Lusa.

Ana Jorge destacou ainda a investigação da Autoridade Europeia do Medicamento, que concluiu não existir uma causa directa entre a vacina contra o H1N1 e a morte de fetos. E apelou às grávidas para que "procurem a vacinação" para evitar mais mortes, salientando que já morreu uma mulher grávida com gripe A e que "outras duas mulheres que já tiveram os seus bebés estão nos cuidados intensivos em risco de vida e a vacina é eficaz para prevenir estas situações". com Lusa

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Ana Jorge destacou ainda a investigação da Autoridade Europeia do Medicamento, que concluiu não existir uma causa directa entre a vacina contra o H1N1 e a morte de fetos.

Onde estão os relatórios dos exames anatmopatológicos das placentas? O que a Autoridade Europeia do ...

TR

25.11.2009 11:10

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