As primeiras vacinas da gripe A (H1N1) deverão ser aprovadas pelas entidades reguladoras em Setembro e os testes clínicos já começaram na Austrália, China, Estados Unidos, Alemanha e Inglaterra.
Segundo a responsável pela área de investigação de vacinas da Organização Mundial de saúde (OMS), os resultados desses testes deverão estar disponíveis na primeira metade de Setembro. Nessa altura, as autoridades de saúde irão decidir as dosagens e a aprovação das vacinas para posterior aplicação.
Em conferência de imprensa realizada hoje em Genebra, Maria-Paule Kieny reconheceu que no início os laboratórios tiveram resultados “muito desoladores” no processo de investigação e desenvolvimento da vacina, mas entretanto os métodos de produção melhoraram.
A OMS já garantiu que irá fornecer os países mais pobres com uma quantidade mínima de vacinas. Um comité da OMS também decidiu no mês passado que os profissionais de saúde terão prioridade na atribuição da vacina para que os sistemas médicos possam continuar a funcionar com o mínimo de falhas.
Apesar da urgência, a organização pede aos países que preparem um esquema de monitorização para acompanhar a aplicação da vacina e o período pós-injecção. É que apesar de raramente surgirem efeitos secundários adversos na administração das vacinas normais, é possível que uma vacina pandémica provoque um grande número de reacções negativas. A vigilância permitirá perceber se a vacina é segura e eficiente - e a OMS não quer que a pressa de encontrar uma vacina supere a necessidade de fazer tudo com a máxima segurança.


