Presidente mexicano impõe medidas de emergência para lutar contra a gripe

26.04.2009 - 13:36 Por PÚBLICO
O Presidente mexicano, Felipe Calderón, publicou uma ordem que dará ao Governo poderes de emergência para lutar contra o surto de gripe suína que já terá feito 81 mortos no país, e que está presente também em vários estados norte-americanos.
Manter em isolamento as pessoas que contraíram o vírus, inspeccionar as suas casas e ordenar o cancelamento de eventos públicos fazem parte dos poderes extraordinários para tentar controlar a doença. No aeroporto internacional da Cidade do México, médicos e enfermeiros andam por todo o lado, prontos a atender passageiros com sintomas suspeitos, relata o “New York Times”. Linhas telefónicas de informação sobre a gripe estão congestionadas, tal é a ansiedade dos cidadãos em obter informações.
“O meu Governo não vai atrasar nem um minuto a tomada de decisões para lutar contra a epidemia”, disse Calderón, ao inaugurar um hospital no estado de Oaxaca. O Presidente realçou que na cerimónia ninguém se cumprimentou, nem com beijos na cara nem com apertos de mão – o que foi intencional, para dar o exemplo daquilo que as autoridades de saúde recomendam que se faça, ou seja, reduzir ao máximo contactos que possam permitir espalhar o vírus.
O alarme é grande no México. O jornal “Reforma” relata que o Presidente Barack Obama, que recentemente visitou o México, foi guiado numa visita ao museu de antropologia no dia 16 de Abril por uma arqueólogo que morreu no dia seguinte, com sintomas semelhantes aos da gripe, diz o “New Yok Times”. Mas o ministro da Saúde mexicano, José Ángel Córdova, diz que a doença que vitimou o arqueólogo, Felipe Solis, não parece ter sido gripe. A Casa Branca diz que não há motivos de preocupação com a saúde do Presidente dos Estados Unidos, que não tem sintomas nenhuns.
O que parece já certo é que, embora o alarme só tenha começado a ser dado verdadeiramente na sexta-feira, a gripe já andaria na população mexicana. O primeiro caso detectado terá sido o de uma mulher que morreu a 12 de Abril em San Luis Potosi, uma cidade de cerca de 700 mil habitantes, no centro do México, diz o “Washington Post”.
O México notificou a Organização de Saúde Panamericana a 16 ou 17 de Abril, diz este jornal, mas não é claro quando a informação terá chegado à sede da Organização Mundial de Saúde, em Genebra.
Os Centros para o Controlo e Prevenção das Doenças dos EUA enviaram já um grupo de especialistas para o México, para ajudar a investigar a história do surto, perceber onde terá começado e como se espalhou.

