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Justiça

Presidente do Supremo ordena destruição imediata das escutas do Face Oculta

25.02.2011 - 15:57 Por Paula Torres de Carvalho

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Escutas que envolvem Sócrates têm de ser destruídas, diz presidente do Supremo Escutas que envolvem Sócrates têm de ser destruídas, diz presidente do Supremo (Miguel Riopa (arquivo))
Noronha de Nascimento já notificou Carlos Alexandre da decisão para destruir as escutas que envolvem Sócrates.

O juiz de instrução do processo “Face Oculta”, Carlos Alexandre, recebeu esta manhã a ordem do presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha de Nascimento, para a “destruição imediata” das escutas telefónicas que envolvem o primeiro ministro José Sócrates, no processo Face Oculta.

No despacho que foi enviado ao magistrado apresenta outra alternativa: que lhe entreguem as escutas e ele próprio as destruirá. “Quando Inês é morta nada a pode ressuscitar”, escreve.

Noronha de Nascimento pretende assim pôr um ponto final na polémica que deu origem aos vários requerimentos contestando a destruição das escutas entre Armando Vara e Sócrates.

E em resposta à posição de Carlos Alexandre que decidiu não destruir as escutas antes dos intervenientes processuais tomarem conhecimento da sua existência, adverte, no mesmo despacho que “há hierarquia entre tribunais porque é sobre ela que assenta o sistema de recursos, daí que o não cumprimento por tribunal inferior da decisão proferida em recurso dê origem a procedimento disciplinar do juiz que não cumpre”.

Noronha de Nascimento explica por que motivo não notificou os arguidos e assistentes do processo dos despachos que ordenavam a destruição das escutas. “Não ordenámos a notificação de ninguém porque ninguém tinha que ser notificado, atenta a irrelevância dos conteúdos”, diz, contestando a posição do juiz Carlos Alexandre que invoca a necessidade de respeitar o princípio do contraditório. Segundo Noronha de Nascimento, essa questão não se coloca no caso concreto e o juiz de instrução do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIAC) violou “as regras de competência material de juízes”.
Os despachos que Carlos Alexandre deu são “nulos”, considera o presidente do Supremo, entendendo que o juiz invadiu a sua esfera de actuação. “A competência para validar ou não as escutas em que intervenham o Presidente da República, o presidente da Assembleia da República e o primeiro-ministro pertence exclusivamente ao presidente do STJ”.
Noronha Nascimento interroga-se ainda sobre o motivo pelo qual recebeu as escutas “às pinguinhas” e sobre a actuação dos magistrados do Ministério Público e do juiz de instrução ao longo do inquérito do processo “Face Oculta”.
“Neste processo, o presidente do STJ recebeu - desde 5/Agosto/2009 e até finais de Novembro/2010, ou seja, no espaço de quase um ano e 4 meses - seis tranches de escutas (repito, seis tranches de escutas) num trajecto curioso de envio às pinguinhas de escutas que se situavam, no entanto, no mesmo período temporal; algo que, só por si,, coloca problemas e perguntas óbvias que qualquer mente humana levantará, nomeadamente em termos investigatórios”, nota. E defende que arguidos e assistentes do “Face Oculta” não têm nada a ver com a destruição das escutas, já que estas são “manifestamente estranhas ao processo".

Notícia actualizada às 16h40

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A Democracia em Perigo. A Tirania está instalada.

Os Juízes estão a ser amedrontados com processos disciplinares. Só não vê ...

jorge.sp

25.02.2011 16:53

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