Presidente do BCP lamenta que Vara se tenha sentido “obrigado” a pedir suspensão

11.11.2009 - 18:18 Por Inês Sequeira, Ana Brito
Carlos Santos Ferreira, presidente do BCP, lamenta que Armando Vara se tenha sentido “obrigado” a pedir a suspensão de mandato sem ser sequer ouvido, afirmou hoje este responsável, durante a apresentação dos resultados do terceiro trimestre do banco.
O conselho geral e de supervisão do BCP decidiu aceitar a suspensão de Armando Vara dos cargos de administrador e vice-presidente do conselho de administração executivo, “até ao apuramento dos factos” no processo Face Oculta, e determinou que em sua substituição Miguel Maya assume o lugar de vogal.
Santos Ferreira disse aos jornalistas que considera que Armando Vara pediu a suspensão “a pensar nos interesses do banco” e, “como diria o senhor governador [do Banco de Portugal, Vítor Constâncio], nos interesses do sistema”. “Lamento que se tenha sentido obrigado a fazê-lo sem sequer ser ouvido”, acrescentou o mesmo responsável.
O pelouro de Armando Vara em Angola irá ser assumido por Santos Ferreira, disse também o próprio, sem especificar quem assume as restantes áreas do vice-presidente, que também tinha responsabilidades nos negócios do grupo em Moçambique.
Em relação a isso, indicou apenas que a proposta de distribuição dos pelouros feita pelo conselho de administração já recebeu “luz verde” do conselho geral e de supervisão.
Quanto ao eventual regresso de Vara ao lugar que ocupava até agora, o presidente do BCP foi afirmativo: “A resposta é sim, nem se põe esse tipo de problema.”

