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Loures

Presidente da Junta de Freguesia revela que moradores pedem há anos para sair da Quinta da Fonte

13.07.2008 - 11:17 Por Lusa

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Vivem no bairro 2500 pessoas Vivem no bairro 2500 pessoas (Nelson Garrido (arquivo))
O presidente da Junta de Freguesia da Apelação, onde se situa bairro da Quinta da Fonte, palco de confrontos violentos quinta e sexta-feira, disse que há vários anos que moradores pedem para serem realojados noutro local.

"Nos últimos anos têm solicitado à Câmara alternativas noutros locais. Os moradores de etnia cigana são os que mais pedem, mas a Câmara não pode, porque não tem casas para lhes dar", afirmou o presidente da junta da Apelação, José Henriques Alves (PS).

Na área da sua freguesia, o único bairro de realojamento é a própria Quinta da Fonte onde a autarquia está a recuperar cerca de 50 casas danificadas dispersas pelo bairro.

Na Quinta da Mós, o bairro de realojamento onde um grupo de moradores da Quinta da Fonte tentou ocupar casas ontem à noite, as habitações "estão praticamente todas distribuídas" no âmbito do Programa Especial de Realojamento (PER), lembrou.

José Henriques Alves considera ainda que o anúncio do ministro da Administração Interna, Rui Pereira, de um contrato local de segurança para o concelho de Loures, "será uma boa solução se trouxer mais policiamento". "Devia ter sido construída uma esquadra ou um posto de atendimento na freguesia da Apelação, especialmente na Quinta da Fonte", reivindicou.

O presidente da junta sublinhou que há vários anos tem vindo a "tentar por todos os meios que o Governo ali coloque mais policiamento de proximidade".

O ambiente na Quinta da Fonte estava "sossegado" quando o autarca visitou o bairro ontem, impressão que tem sido corroborada por funcionários da junta com quem José Henriques Alves tem estado em contacto.

O bairro, construído para acolher desalojados pela construção dos acessos viários à Expo 98, onde vivem 2500 pessoas, foi palco de confrontos com armas de fogo na quinta e sexta-feira.

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