O presidente da Autoridade Nacional para os Incêndios Florestais, António Ferreira do Amaral, desvalorizou esta tarde a greve dos guardas florestais, iniciada hoje, o dia que assinala o início da "época de fogos".
Em declarações à TSF, António Ferreira do Amaral afirmou que os cerca de 500 guardas que prestam serviço na Direcção-Geral dos Recursos Florestais e que recorrem à paralisação para reivindicar melhores condições para vigiar as florestas serão substituídos por "guardas florestais e membros contratados", que, diz, "estão preparados" para fazer o trabalho dos elementos em falta.
A greve envolve todos os guardas do Corpo Nacional da Guarda Florestal a quem sejam dadas ordens para exercerem tarefas nas torres de vigia, em detrimento das suas "normais" funções de policiamento e fiscalização das florestas, da caça e da pesca em águas interiores.
Os sindicalistas alegam que a função nas torres de vigia costuma ser garantida por pessoal auxiliar ou agrícola contratado sazonalmente para o efeito, não cabendo nas obrigações profissionais dos guardas florestais.
Começa hoje a denominada "época de fogos", antecipada este ano em quinze dias devido à seca prolongada no país. A primeira fase, de hoje a 30 de Junho, integra 1285 bombeiros, 309 veículos e 13 aeronaves.
Dividida em duas fases ("Alfa" e "Bravo"), a campanha de combate aos fogos florestais para este ano compreende uma segunda etapa, entre 1 de Julho e 30 de Setembro, que contará com 4150 bombeiros, 973 veículos e 47 meios aéreos.
O dispositivo englobará ainda, na segunda fase, 1679 sapadores florestais, apoiados por 343 veículos.
Os três ramos das Forças Armadas vão também colaborar na prevenção e combate aos fogos florestais, no âmbito de protocolos com os Ministérios da Administração Interna e da Agricultura.
A Força Aérea vai apoiar na vigilância e detecção de incêndios a partir de missões de voo normais e disponibiliza as suas bases para apoio logístico e reabastecimento de aeronaves ao serviço da Administração Interna, bem como dois helicópteros Alouette III, para coordenação de operações e transporte de pessoal.
O Exército vai empenhar, diariamente, na prevenção, combate e rescaldo de incêndios 500 militares, 100 viaturas, oito cavalos e 25 máquinas pesadas de engenharia.
A Marinha também será envolvida neste esforço, através dos Fuzileiros, com um número de militares que irá dos seis aos 38, consoante as necessidades, para patrulha e vigilância de áreas de risco e para apoio às populações das zonas afectadas por fogos.


