Artigo sobre nova gripe publicado hoje na Science online

Potencial pandémico do vírus A (H1N1) comparável ao da pandemia de 1957

11.05.2009 - 21:11 Por Ana Gerschenfeld

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As principais conclusões são que a epidemia, que terá começado no México a 15 de Fevereiro, terá infectado naquele país, até 30 de Abril, cerca de 23 mil pessoas As principais conclusões são que a epidemia, que terá começado no México a 15 de Fevereiro, terá infectado naquele país, até 30 de Abril, cerca de 23 mil pessoas (Daniel Aguilar/Reuters)
A severidade clínica do novo vírus da gripe A (H1N1) parece, segundo os dados disponíveis até agora, comparável à do vírus que provocou a pandemia de gripe de 1957 (a “gripe asiática”) e que matou cerca de dois milhões de pessoas, segundo um artigo publicado hoje na edição online da revista Science por investigadores britânicos, mexicanos e da OMS. A boa notícia é que o novo vírus é, aparentemente, menos mortífero do que o de 1918. Mas mesmo assim, será quatro a oito vezes mais letal do que uma vulgar gripe sazonal.

Neil Ferguson, do Imperial College de Londres, e colegas, realizaram as suas estimativas a partir dos dados disponíveis sobre o alastramento da epidemia no México. “Até agora, os dados são muito compatíveis com o que seria de esperar nos primeiros estádios de uma pandemia”, lê-se num comunicado da instituição britânica.

As principais conclusões são que a epidemia, que terá começado no México a 15 de Fevereiro, terá infectado naquele país, até 30 de Abril, cerca de 23 mil pessoas (o número real poderá variar entre 6000 e 32 mil). Com base no número de mortes confirmadas e suspeitas até a essa data, os cientistas deduziram que o ratio de mortalidade do vírus se situaria entre 0,3 e 1,5 por cento, embora o valor mais provável seja, segundo eles, 0,4 por cento – ou seja, 4 mortes por cada 1000 infectados. É este ratio que faria do novo do vírus da gripe uma estirpe tão mortal como a de a pandemia de 1957.

Por outro lado, também estimam que, por cada pessoa infectada deverá provavelmente haver 1,2 a 1,6 infecções secundárias – valores elevados para uma epidemia de gripe sazonal, onde apenas 10 a 15 por cento das pessoas são afectadas, mas contudo inferior aos 20 a 30 por cento de infectados que surgem numa situação de pandemia – mas mais uma vez, os dados são incompletos.

“O nosso estudo mostra que este vírus está a espalhar-se como se espalharia nos estádios precoces de uma pandemia de gripe”, diz Ferguson, citado pelo documento do Imperial College. “Até agora, tem seguido um padrão muito semelhante ao da pandemia de 1957 em termos da proporção de pessoas infectadas e da percentagem de casos potencialmente mortais que estamos a ver surgir.”

Apesar de salientarem que os cuidados de saúde melhoraram imenso na maior parte dos países desde os anos 50 – e que o mundo está mais bem preparado para enfrentar uma pandemia como a de 1957, os cientistas consideram a situação preocupante. “O que estamos a ver não é a mesma coisa que uma gripe sazonal (...) Pensamos que esta pandemia poderá no mínimo duplicar a carga dos nossos sistemas de saúde”, diz Ferguson.

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Por favor...

Anónimo, fazes-me rir! Sim sim, os cientistas querem matar as pessoas todas e querem que toda a ...

Dário S. Cardina Codinha

12.05.2009 10:40

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