Foi assinado ontem, na ilha das Flores, o protocolo de colaboração entre a New 7 Wonders Portugal e o Governo Regional dos Açores para a realização da Declaração Oficial das 7 Maravilhas Naturais de Portugal, a realizar em Setembro de 2010 na Lagoa das Sete Cidades, nos Açores, cerimónia que será transmitida pela RTP.
A assinatura contou com a presença, entre outros, de António Vitorino, comissário deste projecto, Luís Segadães, presidente da New 7 Wonders Portugal e Carlos César, presidente do Governo Regional. Esta iniciativa pretende eleger durante o próximo ano, através de uma votação, os monumentos naturais em território nacional que contenham um ou mais aspectos de raridade ou representatividade do ponto de vista ecológico, estético, científico e cultural.
Numa fase inicial uma equipa de especialistas irá elaborar uma short list de 77 locais pré-finalistas que posteriormente será reduzido a 21, após uma outra selecção especializada da qual terá de constar, necessariamente, pelo menos um local de cada uma das sete regiões do país: Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo, Algarve, Açores e Madeira, tentando, de acordo com a organização, garantir a representatividade geográfica.
O projecto em Portugal, que coincide com o Ano Internacional da Biodiversidade, reforçando o objectivo ambientalista do projecto, antecipa a eleição mundial das 7 Maravilhas da Natureza que se realizará em 2011.
De acordo com Luís Segadães, presidente da também promotora das iniciativas anteriores, Novas 7 Maravilhas do Mundo, que aconteceu em paralelo com a eleição portuguesa, e as 7 Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo, refere: "Esta votação será o maior evento na área da sustentabilidade no nosso país em 2010 e serviremos assim como laboratório de uma iniciativa global que visa a preservação do ambiente. Este projecto tem grande relevância e revela liderança mundial, naquele que é um dos factores estratégicos de desenvolvimento do nosso país."
António Vitorino, à semelhança do que acontece neste evento, foi também o comissário da eleição das 7 Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo, participação que considerou relevante até a nível pessoal. "Eu próprio não conhecia cerca de dois terços dos monumentos a concurso", referiu. E acrescentou: "Esta iniciativa constitui um momento singular de conhecimento e divulgação das belezas naturais do nosso país. Nenhum povo ama a sua pátria, se não conhecer a paisagem do seu território."


