A “fuga de cérebros” funcionou ao contrário desta vez. Os portugueses residentes no estrangeiro foram desafiados a dar ideias socialmente inovadoras para Portugal e responderam em massa. Em três meses foram submetidas mais de 200. Agora, chegou a hora de votar nas finalistas. A vencedora será directamente apoiada na implementação.
Ambiente e sustentabilidade, inclusão social, diálogo intercultural e envelhecimento são os temas que enquadram as dez ideias finalistas, que podem ser conhecidas e avaliadas no site criado para a iniciativa. O FAZ – Ideias de Origem Portuguesa, assim se chama, pretende ser um veículo para “uma cidadania activa, envolvente e participativa”.
Para já, a Fundação Calouste Gulbenkian e a Fundação Talento conseguiram, desde que lançaram o concurso, a 4 de Janeiro, construir uma comunidade online com mais de cinco mil pessoas. No final, esperam ter conseguido “incentivar a colaboração entre os portugueses que estão no território português e os que estão fora de Portugal”.
O objectivo é veiculado na nota que acompanha a lista de finalistas, divulgada hoje. A selecção foi feita por um júri, que teve em conta os critérios do concurso e as votações dos cibernautas. Estas ideias chegaram sobretudo da Europa (Alemanha, França, Espanha, Holanda, Bélgica, Áustria, Reino Unido), mas também de Angola e dos EUA.
Uma das ideias passa por “estabelecer cooperações entre mercearias, para se tornarem mais competitivas”. Outra, sugere “criar uma organização sem fins lucrativos que ofereça a possibilidade a senhorios de prédios degradados de reabilitarem o seu imobiliário a custo zero”. Uma terceira, propõe promover uma “cultura do consumo sustentável”. Há mais sete.
“O projecto que venha a vencer a última etapa do concurso deverá ser concretizado por equipas constituídas por portugueses residentes no nosso país e outros que residam no exterior”, adianta o mesmo comunicado. O apoio para a concretizar o projecto vencedor, a anunciar em Julho, será dada pelas duas fundações que promovem a iniciativa.


