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Centenas vêm assistir à cerimónia em que o Papa canoniza D. Nuno Álvares Pereira

Portugueses em Roma para a canonização do Condestável que se ajoelhava antes da batalha

25.04.2009 - 10:57 Por António Marujo

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É na Praça de São Pedro que vai decorrer a canonização É na Praça de São Pedro que vai decorrer a canonização (Tony Gentile/Reuters (arquivo))
Salvador, de 20 anos, estudante de Gestão na Universidade Católica Portuguesa (UCP), admite que pouco mais sabe acerca do Condestável do que o facto de ele se ajoelhar antes de cada batalha. E de ter entregue "tudo" para se dedicar a Deus. Lopo, de 20 anos, estuda Agronomia e aprecia que, mesmo como guerreiro, D. Nuno Álvares Pereira tenha sempre procurado "encontrar Jesus". E Martim, de 22, aluno de Direito na UCP, orgulha-se do novo santo português que amanhã será canonizado pelo Papa Bento XVI: "Um exemplo de vida".

Os três estudantes portugueses vieram a Roma integrados num grupo dinamizado pelo padre Hugo Santos, capelão da Universidade Católica. São 14, todos rapazes, além do animador. A maior parte dos grupos organizados que vêm para assistir à cerimónia só começou a chegar a Roma durante a tarde de ontem.

Desde manhã que, na Praça de São Pedro do Vaticano, há bichas permanentes de milhares de pessoas para entrar na basílica - e para ver o túmulo de João Paulo II, que continua a atrair muitos dos visitantes.

Enquanto as filas se sucedem, os três estudantes destacam as virtudes que encontram no Condestável do Reino. Nuno Álvares Pereira liderou o exército de D. João I contra Castela, na batalha de Aljubarrota. Nos últimos anos de vida, despojou-se de bens e títulos, professando como carmelita no Convento do Carmo.

"O Condestável deu tudo e entregou-se a Deus", diz Salvador Pinto Leite. "A vida dele prova que um militar também pode ter uma vida ligada a Deus, pois soube conciliar a sua vida com a fé e, no final, entregou o que tinha." Esta entrega é o mais importante, diz. "O ajoelhar antes das batalhas acaba por ser um pormenor."

A aproximação a alguns dos lugares mais simbólicos do catolicismo é uma das coisas importantes para Lopo de Carvalho. "Estar aqui em Roma, nestes ambientes católicos, é mais interessante do que estar no dia-a-dia com algumas pessoas", afirma.

O padre Hugo Santos confirma. O grupo já visitou basílicas como São Pedro, São João de Latrão e Santa Maria Maior, o Panteão de Roma ou também a Fontana di Trevi. Uma das coisas que mais tem sensibilizado os jovens é a "presença física" que o grupo sente, através de alguns santos sepultados em igrejas de Roma.

Lopo entende que D. Nuno fez o que lhe competia, na época. E que a Igreja Católica faz bem em propô-lo como modelo, mesmo se hoje o entendimento acerca da guerra mudou no catolicismo. "Sendo guerreiro, ele encontrava Jesus." Martim Pizarro acrescenta que a santidade do Condestável é comum "a todos os santos". E que a sua canonização contribuirá para o modo como cada um deve viver a sua fé: "Temos que ser coerentes". E, mesmo falando de alguém que ficou conhecido na história portuguesa pela sua faceta militar, Lopo acrescenta: "O que interessa é o amor".

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Lindo exemplo

Não só se ajoelhava. como se pirava. Para rezar, claro. Curiosamente, as orações terminavam ...

Mancha Negra

26.04.2009 09:54

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