O município de Andorra La Vella condenou terça-feira a morte de uma mulher portuguesa, alegadamente assassinada pelo marido, convidando a sociedade a empenhar-se na luta contra a violência doméstica.
Um emigrante português radicado no Principado de Andorra é suspeito de ter assassinado a mulher, também ela portuguesa, e será presente a tribunal logo que tenha alta hospitalar, noticiou terça-feira a ANA, agência noticiosa andorrana, citando um comunicado da polícia local.
Segundo a polícia, o corpo da portuguesa, com 52 anos, foi encontrado pelas autoridades, na cama do quarto do casal, tendo a seu lado o marido, que tentara pôr termo à vida.
A polícia concluiu que a mulher tinha sido morta por asfixia há cerca de 40 horas, enquanto o homem, suspeito de ter assassinado a mulher, terá, posteriormente, tentado suicidar-se, tendo sido hospitalizado.
A Comuna de Andorra expressou, em comunicado, as condolências "aos filhos, familiares e amigos da derradeira vítima da violência doméstica, na comuna, supostamente assassinada pelo seu cônjuge".
No comunicado, a instituição expressa "a mais firme repulsa face a todos os actos de violência" e coloca à disposição dos cidadãos o conjunto do pessoal dos serviços sociais.
A comuna adianta ainda que continuará a apostar em projectos de prevenção da violência e na difusão de informação sobre o tema, convidando a sociedade a actual "contra este fenómeno e a não admitir qualquer manifestação que a justifique".
Também o Grupo de Mulheres pela Reflexão e Acção expressou a "mais absoluta repulsa face a qualquer acto de violência", criticando a falta de apoio das instituições às mulheres vítimas de violência doméstica.
Em comunicado, o colectivo de mulheres lembra que nos últimos anos reivindicou medidas como a criação de uma linha telefónica de emergência e a reforma do Código Penal para facilitar a denúncia e garantir a segurança das vítimas, considerando que é preciso fazer mais.


