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Declarações do cônsul

Português hospitalizado na Alemanha por agressão racista com sinais de recuperação

18.11.2009 - 12:34 Por Lusa

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O emigrante, de origem guineense, foi agredido no domingo por adeptos do NPD O emigrante, de origem guineense, foi agredido no domingo por adeptos do NPD (Christian Charisius/Reuters)
O português de origem africana internado desde domingo nos cuidados intensivos do hospital universitário de Hamburgo, por agressão de índole racista, registou "sinais de alguma recuperação", disse hoje o cônsul-geral de Portugal naquela cidade alemã

Em declarações à Agência Lusa, António José Alves de Carvalho pormenorizou que o português, de 37 anos e de origem guineense, "terá saído do estado de coma", mas "mantém-se incontactável".

O homem, que está registado no consulado português em Hamburgo, foi agredido no domingo de manhã, após um indivíduo colar um autocolante na parte de trás do seu veículo, que a polícia verificou conter palavras de ordem do partido neofascista NPD, a dizer "Hamburgo tem de continuar a ser alemã".

O português saiu do carro e pediu explicações ao homem, mas foi imediatamente agredido a soco, caindo ao chão, enquanto o agressor se punha em fuga.

O agredido foi assistido pela emergência médica ainda no local, e o seu estado não parecia grave.

Algumas horas depois, o seu estado agravou-se e foi conduzido ao hospital com um derrame cerebral, que obrigou a uma intervenção cirúrgica de emergência.

Quando já estava a convalescer da primeira operação, sofreu outro derrame cerebral.

O cônsul-geral afirmou que está em contacto com as autoridades policiais locais, que "têm sido de uma lisura e espírito de cooperação notáveis", e que a agressão sofrida pelo português "implicou a participação de dois ou três indivíduos", com "motivos discriminatórios em função da raça".

De acordo com "informação de ontem [terça-feira] à noite, os agressores continuam em fuga", adiantou o representante diplomático português em Hamburgo.

António José Alves de Carvalho sublinhou que agressões deste género "não afectam cidadãos portugueses [em Hamburgo], venham eles de onde vierem", classificando a cidade alemã como "pluriétnica".

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Liborio

Quem o mandou sair do carro a "pedir explicações" ?... O gajo foi burro e ...

Liborio

19.11.2009 06:01

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