Homem com obesidade mórbida e hipertensão morreu ontem no Hospital de Santo André

Portugal soma seis mortes de pessoas infectadas com H1N1

13.11.2009 - 08:21 Por Andrea Cunha Freitas

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Ontem foram também confirmados os primeiros casos de infecção por H1N1 em escolas do arquipélago da Madeira Ontem foram também confirmados os primeiros casos de infecção por H1N1 em escolas do arquipélago da Madeira (Nuno Ferreira Santos (arquivo))
A Direcção Clínica do Hospital de Santo André, em Leiria, confirmou ontem a morte de um homem, de 58 anos, vítima de "pneumonia pelo vírus H1N1, com falência multiorgânica". É a sexta morte de pessoas infectadas com gripe A registada no país. Ontem, a Direcção-Geral da Saúde apresentou um folheto informativo em braille sobre a gripe A e aproveitou para insistir no apelo à vacinação, alertando para o provável aumento da actividade epidémica nos próximos dias.

Segundo o comunicado divulgado ontem pela unidade hospitalar de Leiria, o doente que morreu deu entrada na Unidade de Cuidados Intensivos no passado dia 1 de Novembro "com o diagnóstico de pneumonia bilateral e insuficiência respiratória grave, o que determinou, desde logo, a necessidade de ventilação assistida e suporte hemodinâmico".

De acordo com o mesmo documento, "a pesquisa do vírus H1N1 revelou-se positiva, tendo sido iniciada de imediato a terapêutica adequada". Ao que tudo indica, a vítima não tinha antes recorrido aos serviços de saúde, não existindo "referência a qualquer contacto prévio do doente com um médico". No dia 7 de Novembro, o homem de 58 anos, com "antecedentes de hipertensão arterial e obesidade mórbida", terá entrado em falência multiorgânica.

O agravamento do seu estado de saúde acabou por se revelar fatal e o doente morreu ontem, às 7h55, tendo sido declarada como causa da morte "pneumonia pelo vírus H1N1, com falência multiorgânica". Ao contrário do que se passa com a gripe sazonal, os obesos são considerados um grupo de risco no cenário do H1N1.

Ontem foram também confirmados os primeiros casos de infecção por H1N1 em escolas do arquipélago da Madeira. "É preciso que todos compreendam a necessidade e a oportunidade de rapidamente se protegerem, uma vez que estamos a admitir que a actividade epidémica aumente. Não será dramática, mas vai aumentar", avisou o director-geral da Saúde em declarações à agência Lusa. Antes, no Porto, Francisco George admitiu que o calendário de vacinação pode vir a sofrer alterações.

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