Portugal reduziu em 47 por cento o número de mortes na estrada entre 2001 e 2008, colocando-se a três pontos percentuais do "objectivo ambicioso" da União Europeia de diminuir esses valores para metade até 2010.
A observação consta do 3º relatório Pin (Performance Índex) de segurança rodoviária, que esta segunda-feira é divulgado em Bruxelas.
Portugal, Luxemburgo e França são tidos como os países com uma segurança rodoviária média, mas que melhor progrediram para atingir a meta. Assim, o relatório prevê que Portugal atinja o objectivo traçado em 2010, enquanto os outros dois países já o deverão conseguir durante 2009.
Na Roménia e na Bulgária, o número de mortes nas estradas foi maior em 2008 do que em 2001, afirma o relatório.
O caso português é indicado como o que tem a melhor taxa anual de redução da mortalidade infantil nas estradas, com 15 por cento. Nos últimos dez anos, cerca de 18.500 crianças até aos 14 anos morreram em colisões rodoviárias.
Contudo, Portugal ainda não conseguiu estar no quadrante mais favorável na comparação entre redução recente de mortos e a comparação total entre 2001 e 2008, assim como na mesma comparação em termos de mortalidade infantil.
Melhorar a segurança passiva tem "ajudado a prevenir" cerca de 10.600 mortos entre os ocupantes dos veículos nos últimos 10 anos. Portugal está entre os quatro países onde a proporção de carros classificados com quatro ou cinco estrelas em termos de segurança vendidos em 2008 é superior a 90 por cento.
Quanto aos veículos melhor classificados na protecção que podem dar a peões, que são cerca de 10 mil vítimas fatais todos os anos nas estradas europeias, Portugal, Hungria e Espanha lideram a tabela com carros novos vendidos classificados com três estrelas, num máximo de cinco.


