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Gripe A

Portugal não tem resistências ao Oseltamivir por prudência no uso

03.07.2009 - 17:35 Por Lusa

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Os contactos próximos dos doentes portugueses com o vírus H1N1 têm recebido o medicamento Oseltamivir como medida quimio-profilática de uma forma "criteriosa", não existindo em Portugal qualquer caso de resistência a este fármaco, explicou um especialista.

O Oseltamivir é um dos dois medicamentos indicados para o tratamento da gripe A (H1N1), tendo já sido registados dois casos de resistência a estes fármacos que compõe a reserva estratégica portuguesa de medicamentos, em caso de pandemia. O primeiro caso registou-se na Dinamarca e o segundo foi detectado ontem no Japão.

Em Portugal, o Oseltamivir tem sido administrado a doentes com gripe A (H1N1) e aos seus contactos próximos, como medida quimio-profiláctica. O pneumologista e coordenador da Comissão de Infecciologia Respiratória da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), Filipe Froes, explicou que os contactos próximos dos doentes recebem uma toma de Oseltamivir durante dez dias, enquanto os infectados têm de tomar duas tomas deste fármaco durante cinco dias.

Filipe Froes garante que a administração destes fármacos é "muito criteriosa em Portugal" e que esta deverá ser uma razão para não existirem quaisquer casos de resistência ao medicamento. O especialista reafirma a necessidade destes medicamentos só serem administrados quando existam razões clínicas para tal, pois uma má utilização pode conduzir a resistências. "Os casos de resistência detectados até agora são situações isoladas", disse, adiantando que se mantém a indicação deste fármaco no tratamento e prevenção da doença.

Isso mesmo defendeu a Organização Mundial de Saúde (OMS), que mantém a recomendação sobre os antivirais utilizados contra o vírus H1N1 da gripe A. Portugal, tal como muitos outros países, tem uma reserva estratégica de Oseltamivir que adquiriu para responder a uma eventual pandemia de gripe. Desta reserva constam 2,5 milhões de tratamentos que custaram 25 milhões de euros.

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