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Em vigor a partir de 2008

Portugal lança rede nacional para analisar mosquitos transmissores de doenças

28.09.2007 - 10:35 Por Lusa

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 (DR)
A partir do próximo ano, Portugal vai ter um programa de vigilância de mosquitos em todo o território nacional, com o objectivo de analisar os vírus que podem ser transmitidos ao homem. As colheitas de insectos e as análises vão ficar a cargo das administrações regionais de saúde e do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA).

"Vamos dar formação a profissionais das administrações regionais de saúde, nomeadamente para ensinar a fazer as colheitas dos mosquitos, e serão fornecidas armadilhas, equipamentos próprios para capturar mosquitos", disse Lusa Sofia Núncio, do INSA.

O programa — que vai funcionar pelo menos durante um ano em colaboração com a Direcção-Geral da Saúde — visa identificar os vírus com impacto na saúde humana. As doenças virais — nomeadamente as transmitidas por mosquitos — merecem uma atenção especial por parte de investigadores e autoridades europeias, perante a possibilidade de reaparecimento na Europa de doenças como a malária e o dengue.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, a malária mata uma criança a cada 30 segundos e provoca 120 milhões de casos clínicos por ano.

Mosquitos transmissores reaparecem na Europa

Há dois anos foi identificado na Madeira um mosquito que transmite a febre amarela e o dengue. De acordo com Maria João Alves, investigadora do INSA, não houve até ao momento nenhum caso de infecção em território nacional. Em Itália e em Espanha, na Catalunha, foi ambém detectada uma espécie, a Aedes albopictus, responsável pela transmissão daquelas duas doenças.

Entre este domingo e quarta-feira da próxima semana, 250 especialistas internacionais vão estar em Lisboa para discutir as patologias de origem infecciosa cuja incidência em humanos tem vindo a aumentar. Gripe das aves, dengue, malária, doença de Lyme ou Creutzfeldt-Jakob serão algumas das doenças abordadas durante o Congresso Europeu de Doenças Emergentes.

O crescimento demográfico, as alterações climáticas, a imigração e a resistência aos antibióticos são factores referidos pelas investigadoras do INSA como potenciadores destas doenças.

Roedores, pulgas e carraças também transmitem doenças

Portugal é um dos países do Sul da Europa com maior número de casos de febre da carraça. A incidência deve-se ao facto de a espécie dominante em Portugal ser uma das maiores transmissoras da doença. Segundo Sofia Núncio, são registados mais de cem casos anuais em Portugal, número que pode ser maior porque nem sempre as pessoas se apercebem da infecção.

Portugal, através do INSA, tem um Centro de Estudos de Vectores e Doenças Infecciosas que se dedica à investigação dos insectores transmissores de doenças.

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lol

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Anónimo

29.09.2007 11:57

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