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Atenas declarou estado de emergência no país

Portugal empresta avião à Grécia para combate aos fogos florestais

28.06.2007 - 16:15 Por Lusa

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A Grécia solicitou auxílio internacional através do Mecanismo Comunitário de Protecção Civil A Grécia solicitou auxílio internacional através do Mecanismo Comunitário de Protecção Civil (DR)
Portugal vai enviar ainda hoje para a Grécia um avião pesado anfíbio Canadair CL-215 para ajuda ao combate aos incêndios florestais devido à "situação de catástrofe" naquele país, anunciou o Ministério da Administração Interna.

O avião disponibilizado pelo Governo português sairá do Centro de Meios Aéreos de Seia e ficará até ao dia 2 de Julho em Elefsis, a 18 quilómetros de Atenas, conforme informação da Autoridade Nacional de Protecção Civil.

Fonte da embaixada grega em Lisboa declarou à Lusa que Itália e França também enviarão aparelhos semelhantes ao avião português.

A Grécia solicitou auxílio internacional, através do Mecanismo Comunitário de Protecção Civil (MIC), para ajudar no combate aos incêndios florestais que estão a deflagrar no país. O MIC, sedeado em Bruxelas, é o sistema europeu que permite aos países afectados pedir recursos de protecção civil a outros Estados-membros, tendo como objectivo fornecer uma resposta coordenada e rápida a qualquer pedido de socorro.

Este sistema monitoriza todas as situações de pedidos activos de socorro e mantém-se em contacto constante com as autoridades de protecção civil de cada país europeu, através de um sistema informático que gere os pedidos de ajuda e os distribui pelos Estados-membros.

Em 2005, a protecção civil portuguesa pediu assistência ao MIC, o que na altura resultou na mobilização de vários aviões e helicópteros dos diferentes Estados-membros para combate aos incêndios florestais em território português.

O Governo grego já declarou "estado de emergência em duas das 52 prefeituras [equivalentes aos municípios em Portugal]" e depara-se "com problemas no abastecimento de energia eléctrica, com cortes efectivos", disse à Lusa Pavlos Pantrios, da embaixada grega em Lisboa.

Até ao momento, morreram duas pessoas "cercadas pelo fogo, dentro de um carro".

De acordo com a fonte da embaixada grega, "o principal problema são os ventos muito fortes" e as temperaturas altas, "durante mais de seis dias seguidos acima dos 40 graus".

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